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Imagem: http://www.finococo.com/organicos.php

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Carne de gado alimentado por pasto é completamente diferente da carne de animais alimentados por grãos. A carne não orgânica contém hormônios e micotoxinas, que são compostos tóxicos formados por fungos nas rações e no processamento da carne. Já carnes orgânicas são muito diferentes e de maneira alguma devem ser consideradas semelhantes.

Carnes não orgânicas não fazem parte da dieta Primal, pois nossos ancestrais obviamente só consumiam carnes selvagens, que tem um perfil mais semelhante a carne orgânica (alimentada por pasto). A carne tradicional somente deve ser usada como uma alternativa, na ausência de carnes orgânicas e, de preferência, deve-se consumir os cortes mais magros, ao contrário do que ocorre com a carne orgânica, em que deve-se priorizar os cortes ricos em gordura e de órgãos. A gordura da carne não orgânica possui maiores quantidades de toxinas, já a gordura da carne orgânica é rica em omega 3, ácido linoleico conjugado, outras gorduras saudáveis e uma série de nutrientes liposolúveis. Vitaminas do complexo B, beta-caroteno, vitamina E, vitamina K e minerais como magnésio, cálcio e selênio.

Assim como os seres humanos, o gado quando consome grãos, engorda. Alimentar o gado com grãos resulta em grande diminuição da qualidade da carne. Estudos recentes têm demonstrado que bois que foram alimentados durante a maior parte da vida por pasto e foram alimentados por grãos somente antes do abate possuem carne de qualidade inferior, em termos de conteúdo de omega 3 e ácido linoleico conjugado, muito similar à carne do gado que consumiu grãos a vida toda. Este estudo nos leva a crer que os últimos dias de vida do gado são os mais importantes para a qualidade de sua carne, o que nao é uma boa notícia para nós, brasileiros, que produzimos muita carne de gado que é alimentado de ração apenas nos últimos meses de vida.

Ruminantes são geneticamente adaptados a consumirem pasto e não ração com grãos, cereais e outras porcarias. Isso sem mencionar, hormônios, antibióticos e outros químicos que as grandes indústrias da agropecuária dão para o gado, resultando em maior nível de hormônios e toxinas no tecido de gordura desses animais.

O gado orgânico, além de ser alimentado a pasto, obriga que os animais vivam livres e soltos, além de não serem tratados com hormônios e antibióticos. O mesmo se dá para ovos e frango orgânicos e caipiras. O processo de criação dos frangos e ovos tradicional aqui no Brasil é bastante industrializado (além de cruel) o que compromete muito o perfil de gordura destas carnes. A não ser que vocês conheçam algum pequeno produtor e saibam da procedência do frango/ovos, é muito mais seguro consumir os frangos e ovos orgânicos ou caipiras.

Além de todos os benefícios para a saúde, a carne orgânica é incomparavelmente melhor para a economia, para o ecossistema e o meio ambiente em geral.

Os grãos usados para engordar os gados muitas vezes contém grandes quantidades de micotoxinas. Micotoxinas são as maiores fontes de contaminação nos alimentos. Elas surgem como resultado de infecção fungal das plantações durante o período de pré colheita, transporte, processamento e estocagem. Somos contaminados por micotoxinas constantemente por diversos alimentos. Elas são abundantes em grãos mais do que em outros alimentos e são liberadas por fungos logo após consumirmos estes alimentos Puntenney et al., 2003.

Imagem: http://www.uwex.edu/ces/crops/uwforage/Mycotoxins.htm

Imagem: http://www.uwex.edu/ces/crops/uwforage/Mycotoxins.htm

O consumo de micotoxinas em animais e humanos gera redução na absorção dos nutrientes, causa problemas imunológicos, prejudica o sistema endócrino, prejudica o metabolismo e causa a morte das células.

Há duas décadas, mais de 25% das plantações do mundo eram afetadas anualmente. (Cast, 1989) .

Animais que consomem grãos possuem a qualidade do leite e da carne inferior em parte por causa das micotoxinas. O consumo de micotoxinas pelos gados está associado a problemas imunológicos, podendo gerar sintomas como diarréia, muitas vezes sangrenta, diminuição de fertilidade, diminuição na taxa de concepção, aumento de doenças de lactação, período de amamentação, figado gordo, etc. Fungos nos grãos como o Aspergillus fumigatus são conhecidos por causarem pneumonia, aborto e (HBS) síndrome do intestino hemorrágico no gado. (Puntenney et al., 2003)

Os problemas de saúde do gado estão afetando muito a qualidade da carne e do leite sendo produzido pelas vacas e este problema se torna cada vez mais preocupante para os produtores americanos, pois afeta negativamente a criação e a produtividade das vacas.

Assim como no gado, nos humanos o consumo de micotoxinas é prejudicial em pequenas quantidades a longo prazo. Pequenas doses contínuas são consideradas mais problemáticas para o desesnvolvimento de doenças e a diminuição da expectativa de vida do gado e humanos do que a intoxicação crônica por causa de um alto consumo, durante um período curto.

Imagem: http://www.thebeefsite.com/articles/1808/mycotoxins-in-cattle

Imagem: http://www.thebeefsite.com/articles/1808/mycotoxins-in-cattle

A temperatura em que a carne é aquecida assim como a alimentação e o ambiente do gado influencia muito a qualidade da carne sendo consumida. Carnes não orgânicas tem quantidades maiores de gordura poliinsaturada omega 6, que gera inflamação se consumida em excesso. Ácidos graxos omega 6 são muito propensos a oxidação. Quando partículas de gordura se oxidam elas são divididas em pequenos compostos como a malondialdehyde (MDA) e a Hydroxynonenal (HNE), que danificam o DNA, proteínas, a mitocôndria e outras estruturas das células. Esses compostos podem contribuir significativamente para uma série de problemas como diabetes, inflamação, problemas cognitivos e câncer.

Cozinhar em excesso a gordura da carne também pode produzir MDA e HNE, pois gera maior oxidação das gorduras omega 6 e outras gorduras. O aquecimento em excesso da gordura e também da proteína causa produtos terminais da glicação avançada (AGE). AGE está relacionado ao desenvolvimento da diabetes e doenças relacionadas ao envelhecimento como doenças cardíacas e Alzheimer.

Para minimizarmos esses problemas temos que priorizar sempre o consumo de carnes orgânicas alimentadas por pasto, que possuem baixo teor de omega 6, minimizar o consumo de oleaginosas, especialmente as torradas e não cozinhar as carnes em excesso.

Não se esqueçam, de na hora de fazer as compras, sempre optem pela carne orgânica.

Obs: O blog não é patrocinado ou recebe algum tipo de incentivo na divulgação das marcas de carnes orgânicas. Apenas compartilhamos o que utilizamos na nossa vida pessoal. 🙂

 

 

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6 Comentários

  1. Teco Mendes disse:

    Tenho comido carne orgânica. Vende no Extra! O único problema é que é tão mais caro! :/

  2. Bruna machado disse:

    Está mais fácil de encontrar em vários supermercados!! É mais caro mesmo, ás vezes dá uma dor no bolso na hora de comprar…. ahhahaha mas eu sempre penso: melhor gastar com a carne agora do que com hospital/remédios/plano de saúde no futuro!!! 😀

  3. Andrea disse:

    E o sabor?É o mesmo ou é diferenciado?

  4. sergio disse:

    Comprava carne orgânica da Swift no pão de açúcar em Brasília, mas à meses que não vendem mais.

    Gostaria de saber porque o final do artigo recomenda consumir poucas oleaginosas. Toda literatura que Consulto recomenda o consumo de castanhas em geral.

    • Bruna Machado disse:

      Olá Sergio,

      É verdade, não sei o motivo, mas o Pão de Açúcar não trabalha mais com a carne Swift, infelizmente. Castanhas são ricas em omega 6.Tenho notado muita gente consumindo grandes quantidades em receitas com bastante creme de leite e queijo também. As oleaginosas devem ser moderadas assim como muitas das receitas (cookies primal por exemplo), que podem levar pessoas a comerem além da conta. O consumo de nozes e castanhas é recomendado pelos principais proponentes da dieta, mas em moderação. Macadâmia é muito baixa em omega 6. Abs

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