Increva-se para receber conteúdo novo por email

Por que a exposição solar inteligente pode te proteger contra o câncer

Por: Mark Sisson

 

Como a exposição ao sol se relaciona com o risco de câncer de pele?

A história simplista e popular é que a exposição à luz solar tem uma relação linear com o câncer, semelhante à maneira como vemos o fumo. Nada é mais seguro que evitar o sol e cada minuto adicional ao sol aumentará nossa chance de contrair câncer. Muitas pessoas (talvez a maioria), portanto, vivem em um mundo fantasioso, fugindo do “perigo” do sol, buscando qualquer sombra, guarda-sol e lugares fechados.

Você não deixa seu filho sair de casa sem uma camada de protetor solar tão espessa que parece ter sido esmagado no rosto com uma torta de creme de chantilly e você acha que é uma super mãe por causa disso. E nem imagina pegar uma praia sem protetor. O sol tem até um nome assustador: radiação ultravioleta. Radiação! Não é isso que está dentro das bombas nucleares?

A relação entre exposição ao sol e câncer de pele é muito mais complexa do que você foi levado a acreditar pela mídia. Embora, claramente, o excesso de sol forte seja um fator causador de todos os tipos de câncer de pele, não está claro o que significa “demais” na literatura científica, pois há muitos fatores de conflito. Mas o que está claro é que os benefícios do sol se expandem com mais de 15 minutos de sol diário sem proteção solar.

Existe uma curva em forma de “U” onde nada é ruim, horas por semana é bom e o dia todo pode ser ruim. E quanto a outros fatores, como cor da pele, cor do cabelo, propensão a bronzear-se versus propensão a queimar e hora do dia?

Já sabemos que viver em áreas que recebem mais radiação UV parece proteger contra outros tipos de câncer, como câncer de próstata, câncer de pulmão, câncer colorretal, leucemia, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de mama e câncer linfóide (eu provavelmente poderia continuar, mas meus dedos estão ficando cansados).

Ok, mas e o melanoma maligno cutâneo? Não é o tipo mais comum de câncer de pele, mas é de longe o mais mortal. Vale a pena a recompensa dos benefícios do sol mesmo se aumentássemos o risco de melanoma maligno cutâneo?

Quando combinamos o número estimado de diagnósticos anuais para os cânceres que acabei de mencionar nos EUA, obtemos um número impressionante: 1.071.000. E o melanoma? 76.100. Incrível, não é?

Obter quantidades adequadas de radiação ultravioleta parece assustador!

No entanto, a ciência demonstra que quantidades adequadas de sol sem proteção solar pode muito bem reduzir a incidência de cânceres que afetam mais de um milhão de americanos a cada ano. Mesmo que alguns tipos de dermatologistas e os alarmistas do sol estivessem certos e o risco de melanoma aumentasse linearmente com a exposição ao sol e a disponibilidade de ultravioletas, a proteção que obtemos contra tantos outros tipos de câncer (através do bronzeado e a sensação sublime do sol em sua pele) vale a pena. Isso é claro, objetivamente verdadeiro, a nível populacional. O melanoma não é uma ameaça absoluta tão grande quanto a totalidade de outros cânceres.

Só que o fato é que a exposição ao sol adequada não aumenta o risco de melanoma, muito pelo contrário, reduz!

Todo leitor deste blog provavelmente está ciente da importância da vitamina D no organismo. O pró-hormônio vital, que também vem em forma de suplemento, ajuda a regular a saúde esquelética, cardiovascular, imunológica, hormonal e dental. Uma deficiência pode causar raquitismo, osteoporose, perda de massa muscular e várias deficiências hormonais. Níveis baixos estão ligados a doenças cardíacas, doenças autoimunes, todas causam mortalidade e muitos cânceres. Esses são os efeitos sistêmicos que mais chamam a atenção que a mídia alarmistas do sol está com dificuldades de entender (ou qualquer coisa útil sobre alimentação também).

Aparentemente, parece contra-intuitivo que um ato que tenha tantos benefícios anti-cancerígenos e de saúde comprovados – obter luz solar suficiente para otimizar os níveis de vitamina D e a saúde – aumentaria nossas chances de contrair outro tipo de câncer mortal. É possível em quantidades não toleradas, mas não em quantidades mais naturais.

E existem diversos fatos curiosos que somam na refutação da teoria que o sol é prejudicial.

A vitamina D (produzida em resposta à exposição aos UVB) mata células de melanoma. Os pesquisadores afirmam que níveis de vitamina D em torno de 65 a 70 nmol/ L  são ótimos para proteção contra melanoma.

Exposição solar inteligente pode realmente protegê-lo de um câncer de pele mortal?

Há também um estudo recente que sugere que a exposição inteligente ao sol tem efeitos anticâncer benéficos no nível da pele. Contidos em nossas células da pele estão os RNAs que não sintetizam proteínas, chamados RNA não codificador. Quando a vitamina D é produzida nas células da pele, ela desencadeia o RNA não codificador para entrar no modo de proteção. Eles reduzem a carcinogenicidade e induzem a supressão de tumores. Não está claro se a vitamina D oral “entra” na pele e tem o mesmo efeito protetor.

De qualquer forma, a vitamina D suplementar trará benefícios sistêmicos para os ossos, coração, sistema imunológico e sistema endócrino, reduzindo assim a quantidade que precisamos produzir no nível da pele para obter o efeito anti-carcinogênico desejado. Mas você ainda precisa de exposição ao sol para obtê-lo e os benefícios do sol vão muito além da produção de vitamina D. Há diversos benefícios cardiovasculares, hormonais e anticancerígenos.

Ok, dado o que sabemos sobre a vitamina D, é fácil confirmar que ela pode ser protetora até certo ponto. Sol é muito útil. Certamente. Porém, aqueles que tomam mais sol têm mais câncer de pele? Você deve imaginar que trabalhadores ao ar livre como salva-vidas e outras pessoas que passam o dia todo ao sol, têm muito mais câncer de pele do que trabalhadores em ambientes fechados. Certo?

Não parece ser o caso:

  • A exposição solar “recreativa” – passeios de fim de semana, férias e outras formas de exposição intermitente ao sol – geralmente está associada a um risco MAIOR de melanoma do que a exposição CRÔNICA ao sol. Estudo.
  • A exposição solar “ocupacional” – o tipo de trabalhadores ao ar livre ou outros grupos que passam muito tempo ao sol regularmente e de forma consistente – está associada a taxas mais baixas de melanoma. De fato, a exposição solar ao longo da vida está associada a um menor risco de melanoma. Estudo.
  • Na Irlanda, o câncer de pele não melanoma está aumentando entre os jovens, urbanos e ricos. Os autores sugerem que os jovens, urbanos e abastados têm mais tempo livre e gastam ao ar livre. Tudo bem, mas os maiores aumentos de câncer de pele nessa demografia estão ocorrendo em partes do corpo vestidas – as faixas de pele que recebem a menor quantidade de exposição ao sol. Estudo.
  • Partes do corpo que recebem mais sol têm as menores taxas de melanoma.

Na verdade, faz sentido não tomar sol durante a semana (trabalhar dentro de casa durante toda a semana e sair nos fins de semana de vez em quando quando encontramos tempo) com a exposição ao sol completa em alguns finais de semana e feriados (férias no campo ou praia o dia inteiro). Isso não seria bom para você. A pele interna simplesmente não está pronta para alta exposição aos raios UV e queima mais facilmente em resposta a ela.

A queimadura solar definitivamente aumenta o risco de melanoma e você só reduz as queimaduras ao tomar sol constantemente. Quanto mais frequentemente você tomar sol, mas apta sua pele estará em evitar queimaduras. É mais ou menos como exercícios. Se fizer exercício vigoroso digamos, a cada 10 ou 15 dias, ficará dolorido. E se for sedentário o ano todo e decidir fazer uma semana de exercícios pesados nas férias, ficará todo dolorido, até os músculos se acostumarem novamente.

Além disso, os trabalhadores em ambientes fechados ainda recebem exposição a UV, apenas de maneira diferente. Eles podem ver o sol pela manhã, pelas janelas durante o dia e depois do trabalho no final de tarde. Tanto a luz do sol da manhã quanto o final da tarde têm muito pouco UVB produtor de vitamina D; é quase inteiramente UVA. O sol do meio-dia (você sabe, o sol que muita gente acha que deve evitar a todo custo) é o único tipo com níveis apreciáveis ​​de UVB. E mesmo que os trabalhadores de escritório obtenham níveis modestos de luz solar através das janelas, essas janelas filtram os raios UVB e deixam apenas a UVA.

Conforme explicado em um estudo de 2008 (PDF), o UVA isolado degrada a vitamina D cutânea enquanto falha na produção de vitamina D para substituí-la. Portanto, esses trabalhadores de lugares fechados não produzem vitamina D e o pouco que produzem está sendo dividido com todos os UVA que recebem.

Mas espere: embora o UVA promova a progressão do melanoma, o UVB  inicia sua formação. Modelos animais mostram isso. E a conexão entre queimaduras solares (causadas por UVB) e melanoma suporta isso. Então o UVB não é o verdadeiro problema?

Vejam leitores. Vocês tem que ser espertos, não tem jeito. As respostas estão nos detalhes.

Como afirmado anteriormente, o problema é a exposição INTERMITENTE e EXCESSIVA à radiação UVB (“exposição solar recreacional”) que geralmente resulta em queimaduras solares.  Queimaduras solares iniciam o problema, assim como a falta total de sol.

Acontece que as pessoas com maior probabilidade de obter sol RECREACIONAL, intermitente e condensado são as que trabalham em ambientes fechados e passam a maior parte do ano com baixo nível de vitamina D – por falta de UVB consistente e por UVA filtrado por janelas em nível baixo demais. Pessoas com exposição OCUPACIONAL estão recebendo UVA e UVB em doses consistentes, o suficiente para manter os níveis de vitamina D ainda mais altos e expulsar qualquer célula de melanoma em desenvolvimento antes que elas possam progredir.

Como tudo isso se traduz no mundo real?

Não tema um bronzeado saudável. Ao contrário das mentiras da mídia, ainda não está tarde demais para você ter um bronzeado. As pessoas que se bronzearam bem (em oposição aos tipos sensíveis ao sol, que não tomam sol com frequência e que queimam facilmente) têm maior RESISTÊNCIA ao câncer de pele e as pessoas que mantêm um bronzeado durante o ano todo têm menor risco de melanoma. O segredo é:

Manter um bronzeado o ano todo.

Evitar queimar. Queimar ainda é ruim. É um feedback negativo do seu corpo em relação aos seus níveis excessivos de exposição.

Tomar sol mais próximo do meio-dia. É quando a produção de UVB e vitamina D é mais alta. O conselho popular “de que a exposição ao sol deve ser evitada por três a cinco horas ao meio-dia e adiada para a tarde” provavelmente é “errado e pode até promover o câncer de pele e com certeza outros cânceres”.

Não ir do 8 ao 80. Não passe os últimos três meses em ambientes fechados para então se bronzear por longos períodos de horas nas férias. Suba gradualmente, minuto a minuto. Comece pequeno, principalmente se tiver pele clara/ cabelos ruivos  loiros. Cabelos ruivos são mais sensíveis.

Mover-se. Não “deite-se”. Você não deseja expor uma única parte do corpo ao sol por um longo período de tempo. Faça coisas que exponham diferentes partes do seu corpo: jardinagem, levantamento de pesos ao ar livre, caminhada ao ar livre, natação a céu aberto. Esse tipo de coisa.

Considerar a suplementação de vitamina D. Proporciona os efeitos sistêmicos desejados aos ossos, coração, sistema imunológico e sistema endócrino, retirando assim a carga da pele, economizando algum D3 para sua própria proteção, aumentando sua resistência ao sol. Depoimentos frequentemente relatam maior resistência a queimaduras solares após a suplementação de vitamina D.

Mantenha sua nutrição otimizada. Existem muitas medidas “internas” que você pode adotar para aumentar a resistência da sua pele aos danos causados pelo sol. Eu descrevi vários deles, como evitar óleos ômega 6, reduzir a glicemia e tomar suplemento de astaxantina e algas, entre outros.

Durma bem. Nossa resistência ao sol segue um ritmo circadiano, com nossas defesas mais fortes na primeira metade do dia. Portanto, você não deve querer se bronzear depois de uma noite inteira acordado, nem querer tomar muito sol rico em UVA no final da tarde, quando suas defesas estão em baixa.

Espero ter esclarecido muitas das confusões da mídia. Caso contrário, sinta-se à vontade para enviar qualquer dúvida.

Obrigado pela leitura!

.

E para finalizar, uma ótima notícia… Eu vou te dar de presente meu novo ebook sobre dieta low-carb e cetogênica, aproveite para baixar GRÁTIS agora —>>> clique AQUI

Quer também ficar por dentro de tudo que está acontecendo de melhor no mundo da nutrição? Aproveite AGORA para seguir meu canal do youtube —–>>> Clique AQUI para seguir meu canal do youtube.

Outra notícia boa… Você está querendo emagrecer, mas está tendo dificuldades?? Então faça o coaching de emagrecimento para perder peso com tranquilidade de um jeito que você nunca tentou antes.

Me mande uma mensagem e agende uma consulta o quanto antes 😉

                          (11) 97533-8525                               

     Atendimento personalizado – Até 10x no cartão

Inscreva-se para receber artigos como este por e-mail!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Oi, eu sou o Caio Fleury, autor do blogSolicite atendimento personalizado em até 10x no cartão pelo meu Whatsapp ou cadastre seu email grátis, para ganhar meu novo e-book.

Junte-se a milhares de pessoas, ganhe motivação, exclusividade e controle da sua vida

Você está com dificuldades para perder peso?
Faça um atendimento personalizado em até 10x no cartão!

Converse comigo pelo Whatsapp: (11) 97533-8525

Atenção: Para receber o meu e-book GRATUITO sobre dieta low carb e Cetogênica, cadastre seu email abaixo!

×