Pílula anticoncepcional e redução da testosterona

Vou resumir os achados sobre os efeitos colaterais das pílulas contraceptivas, são apenas o que os estudos até o momento indicam, mas imaginem os efeitos colaterais/doenças que não sabemos ainda.

  • Deficiências nutricionais
  • Alteração no ciclo menstrual pós retirada da pílula
  • Risco cardiovascular
  • Coágulos de sangue
  • Câncer de mama
  • Atrofia do ovário
  • Disfunção sexual
  • Tanstornos mentais e de humor

Eu já falei nos comentários dos outros posts sobre as pílulas anticoncepcionais, mas continuaram me perguntando então estou fixando o comentário neste post: Pílulas com drospírenona, eínílestradiol, progesterona estrogênios sintéticos, estão associados a níveis muito altos de SHBG e níveis reduzidos de testoterona livre. Foi o achado de um novo estudo revelador sobre o tema específicamente. Em mais detalhes, vejam os relatos dos autores do estudo:

Dr. Claudia Panzer, endocrinologista em Denver, CO e principal autora do estudo observou que “é importante para os médicos que prescrevem contraceptivos orais chamarem a atenção de seus pacientes para os potenciais efeitos colaterais sexuais, tais como diminuição do desejo, excitação, lubrificação e aumento da dor sexual. Além disso, se as mulheres apresentam estas queixas, é fundamental reconhecer o vínculo entre a disfunção sexual e contraceptivo oral e não atribuir estas queixas exclusivamente a causas psicológicas”.

“Uma observação interessante foi que a utilização de contraceptivos orais conduziu a alterações na síntese de SHBG, que não foi completamente reversível no nosso período de tempo de observação. Isto pode levar a níveis mais baixos de testosterona “não ligada”, que se pensa desempenhar um importante papel na saúde sexual feminina. Seria importante a realização de estudos de longo prazo para ver se essas mudanças no aumento de SHBG são permanentes”, acrescentou o Dr. Panzer.

Dr. André Guay, coautor do estudo e diretor do Centro de Função Sexual / Endocrinologia em Peabody, MA afirmou que este estudo é uma revelação e que os resultados têm sido notáveis. “Durante anos, sabemos que um subgrupo de mulheres que usam anticoncepcionais orais sofrem de diminuição do desejo sexual”, afirma Dr. Guay. “Sabemos que a pílula anticoncepcional suprime tanto a ovulação quanto os hormônios masculinos que os ovários produzem em maiores quantidades durante a terceira parte do ciclo menstrual. SHBG se liga a testosterona, portanto, essas pílulas diminuem a disponibilidade do hormônio masculino de uma mulher por dois mecanismos separados. Não é de admirar que tantas mulheres tiveram sintomas“.

“Este trabalho é o culminar de 7 anos de investigação observaciona, em que notamos em nossa prática muitas mulheres com disfunção sexual que tinham utilizado o contraceptivo oral, mas cujos problemas sexuais e hormonais persistiram apesar de pararem com a pílula“, disse Irwin Goldstein, um urologista e autor sênior da pesquisa. “Há cerca de 100 milhões de mulheres no mundo inteiro que atualmente usam contraceptivos orais, por isso é óbvio que pesquisas mais amplas são necessárias. O contraceptivo oral existe há mais de 40 anos, mas anteriormente ninguém tinha examinado os efeitos a longo prazo do SHBG nestas mulheres. O problema maior é a limitação dos esforços de investigação dos problemas de saúde sexual das mulheres, em contraste com os esforços de investigação em outras áreas da saúde da mulher ou até mesmo na disfunção sexual masculina”.

Para melhor compreender o alcance do problema, os contraceptivos orais foram introduzidos nos EUA em 1960 e são usadas atualmente para controle de natalidade farmacológica reversível por mais de 10 milhões de mulheres nos EUA, incluindo 80% de todas as mulheres americanas nascidas a partir de 1945 e, mais especificamente, 27% das mulheres com idades entre 15-44 anos e 53% das mulheres em idade de 20-24 anos. Ao fornecer um estrogênio potente sintético (etinilestradiol) e uma potente progesterona sintética (por exemplo, – denoretindrona), a contracepção altamente eficaz é conseguida pela diminuição dos níveis de FSH e LH, reduzindo assim a atividade metabólica do ovário, incluindo a supressão da ovulação.

Vários estudos ao longo dos últimos 30 anos relataram efeitos negativos dos contraceptivos orais sobre a função sexual, incluindo o interesse sexual diminuído e excitação, supressão da atividade sexual feminina, diminuição da frequência das relações sexuais e prazer sexual. Os andrógenos tais como a testosterona são importantes moduladores da função sexual. Os contraceptivos orais diminuem os níveis de andrógenos circulantes por (1) inibição direta da produção de androgênio nos ovários e (2) por um aumento acentuado na síntese hepática de globulina de ligação ao hormônio sexual, a principal proteína de ligação de esteróides gonadais na circulação. A combinação destes dois mecanismos conduz a baixos níveis circulantes de “testosterona não ligada” ou “testosterona livre”.

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1 Comment

  1. Pieter says:

    Bom artigo! A diminuição da testosterona também pode dificultar a perda de gordura e o aumento de massa muscular em algumas mulheres.

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