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O mito de que óleo de coco faz mal

Por: Mark Sisson

Parece que estamos bem no meio do drama da mídia sobre alegações terríveis e enganosas feitas por “falsos cientistas da nutrição”.

Recentemente, eu falei sobre o estudo “low-carb” e mortalidade e hoje estou cobrindo a (mais recente) controvérsia sobre o óleo de coco. Um professor de Harvard lançou recentemente uma afirmação dramática contra o óleo de coco, chamando-o de “puro veneno”. É verdade isso? Estamos realmente nos matando?

Vamos descobrir:

Me perguntaram por email:

“Falando em gordura, eu estaria interessado na sua opinião sobre a última tentativa de incriminar o consumo de óleo de coco – especificamente, um professor de Harvard dizendo que é puro veneno, provavelmente porque é um óleo saturado.

Este e muitos outros sites mostram estudos mostrando que o óleo de coco em geral é saudável.

Então, há alguma verdade nessas novas afirmações de que o óleo de coco é realmente ruim para nós? Existe alguma evidência concreta que aponte para problemas de saúde relacionados ao seu consumo? Ou isso é apenas o velho papinho do antigo mito espalhado por Ancel Keys sobre gordura saturada e alimentos super saudáveis como ovos e chocolate bem amargo.”

Aqui está minha resposta:

Eu nem falo nada sobre o povo Tokelau, um povo das ilhas do Pacífico que obtiveram a maior parte das calorias através de coco e civilizações orientais e tropicais diversas. Ou a tribo dos Kitavans, que comiam uma dieta relativamente baixa em gordura, mas obtinham a maior parte de sua gordura dos cocos. Ambos mostraram saúde metabólica excepcional em seus exames por pesquisadores.

E no caso dos Tokelau, eles realmente ficaram incrivelmente doentes como as populações modernas depois de mudar de uma dieta rica em coco para uma dieta rica em alimentos continentais, incluindo óleos de sementes processadas.

Também não vou falar muito sobre os estudos com animais, a maioria dos quais encontrou efeitos favoráveis ​​sobre a saúde como resultado do consumo de óleo de coco.

Vamos nos concentrar apenas nos exames em humanos – os estudos intencionais em que humanos vivos reais comeram óleo de coco e, em seguida, foram submetidos a testes de laboratório para determinar os efeitos sobre a saúde. Efeitos concretos e objetivos. Se o óleo de coco é tão tóxico quanto este ultrapassado professor de Harvard afirma, a evidência deveria ser esmagadoramente contra o óleo de coco. Um professor de Harvard nunca poderia esconder as provas, certo?

Primeiro, há o efeito de uma dieta enriquecida com gorduras saturadas de coco fresco sobre os lipídios plasmáticos e a composição de ácidos graxos dos glóbulos vermelhos em adultos normais. Adultos saudáveis ​​adicionaram óleo de coco ou gordura de amendoim na dieta por 3 meses e os pesquisadores examinaram como as diferentes fontes de gordura afetaram seus biomarcadores de saúde. O óleo de coco aumentou os níveis do colesterol bom HDL e a proporção de uma subfração lipídica anti-inflamatória nas membranas dos glóbulos vermelhos. Considerando tudo, o óleo de coco teve um efeito benéfico ou neutro sobre a saúde.

Este estudo de 2017 também testou como esta gordura na dieta impacta o corpo após as refeições, ou seja, se altera a utilização do substrato pós-prandial e a resposta glicêmica em homens chineses saudáveis. No que diz respeito à prova da toxicidade do óleo de coco, este estudo foi um fracasso. Quando os homens comiam óleo de coco ou óleo de girassol não houve diferença na sua resposta metabólica às refeições.

Ah, mas alguém disse que há uma desvantagem do óleo de coco (comparando-o com o óleo TCM). O óleo de coco tem menos propriedades que promovem saciedade do que o óleo de triglicérides de cadeia média, o óleo TCM do famoso café a prova de balas. Finalmente!! Nós encontramos um problema do óleo de coco (só que não é bem um problema).

Esta também não é uma notícia ruim para o óleo de coco. Embora o óleo TCM do café a prova de balas se mostrou mais saciantes que o óleo de coco, este último ainda foi mais saciante que muitos óleos comparados nos estudos – os óleos vegetais processados. Isso é, na verdade, um forte contraponto à principal alegação do desinformado professor de Harvard de que o óleo de coco é ruim porque é tão rico em gordura saturada; Os TCMs são gorduras saturadas puras e tiveram um ótimo desempenho nos estudos.

A seguir, um resumo do estudo sobre o impacto do óleo de coco virgem e do óleo de cártamo sobre a composição corporal, os lipídios e os marcadores inflamatórios em mulheres pós-menopausadas:

Não houve diferenças na composição corporal. O óleo de coco elevou o colesterol bom HDL e um pouco do LDL. E ambos os grupos acabaram com a mesma relação triglicérides/ HDL (um dos melhores marcadores de saúde geral do coração que existem). A maioria dos participantes do estudo tiveram menos inflamação no final do estudo com o óleo de coco, embora uma pessoa do estudo tenha sofrido um aumento da inflamação com o óleo de coco. No geral, porém, o “impacto de citocinas [inflamatórias] variou em uma base individual”. A implicação é que pessoas diferentes tinham respostas diferentes para os diferentes óleos. Isso é conhecido e é bom ver os pesquisadores admitirem que as pessoas são diferentes e que a resposta individual é mais importante do que a média estatística das respostas.

Ou seja, algumas colheres de sopa de óleo de coco tem impacto favorável na maioria das pessoas, mas não em todas.

Em 2016, foi publicado o seguinte estudo: “Endotoxinas séricas pós-prandial em humanos saudáveis ​​são moduladas pela gordura dietética em um estudo cruzado, controlado e randomizado.

À primeira vista, não parece bom para o óleo de coco. Comparado-o ao óleo de peixe (que reduziu as endotoxinas), o óleo de coco ingerido com a refeição aumentou os níveis de endotoxinas séricas. As endotoxinas são produzidas por bactérias em nossos intestinos e tendem a aumentar a inflamação sistêmica quando chegam aos nossos corpos. O óleo de coco foi bom em ajudar a endotoxina a passar pelo intestino e entrar no corpo. Mas a boa notícia é que isso não aumentou a inflamação sistêmica – mas tenha em mente que estes eram “humanos saudáveis”. Um aumento nas endotoxinas séricas pode ter efeitos mais fortes sobre a inflamação em humanos não saudáveis ou obesos. Outra boa notícia é que consumir o óleo de coco com, digamos, peixe gordo deve atenuar qualquer aumento nas endotoxinas séricas.

Há também um estudo randomizado sobre o óleo de coco e óleo de girassol sobre os fatores de risco cardiovascular em pacientes com doença coronariana estável. O título diz: pacientes com doença cardíaca acrescentaram óleo de coco ou óleo de girassol às suas dietas por dois anos. Os pesquisadores acompanharam fatores básicos de risco e o número de “eventos” ou ataques cardíacos. Apesar das pessoas com doença cardíaca terem comido o “terrível óleo de coco”, “não houve diferença estatisticamente significativa na função antropométrica, bioquímica, vascular e nos eventos cardiovasculares após 2 anos”. Nenhuma diferença. ZERO

E nossa senhora, de acordo com este estudo de 2016, o efeito do óleo de coco na saúde bucal, no caso, na contagem de bactérias Streptococcus mutans na saliva (uma bactéria relacionada ao desenvolvimento de cáries)  em comparação com o enxaguatório de clorexidina (enxaguante Bucal), o óleo de coco na boca pode reduzir a colonização bacteriana prejudicial pelo menos tanto quanto. Foi apenas um estudo igualando, porém diversos demonstrando certo grau de eficácia.

Embora mais uma vez alguns seres desinformados continuam espalhando o efeito do óleo de coco como um “mito”.

É óbvio, ao olhar para esses estudos muito recentes (e os antigos também), mesmo alguns deles que têm efeitos neutros ou negativos em alguns aspectos específicos, o óleo de coco está longe de ser veneno. “Especialistas” perdem totalmente a credibilidade quando ignoram e deturpam as evidências.

Felizmente, podemos ter acesso a todos os estudos e não precisamos de comentários equivocados e matérias bombásticas espalhadas pelas fake news. E nós podemos tentar por nós mesmos (ou com seu médico) e avaliar os efeitos nos principais biomarcadores dos exames tradicionais (Dica: Relação HDL/ triglicérides)

Obrigado pela leitura. O que você pensa sobre esta controvérsia sobre o óleo de coco – ou outras matérias enganosas espalhadas pela mídia relacionadas à saúde? Tenha uma ótima semana.

Ah, e se você não teve a oportunidade de baixar este cardápio low-carb, fique à vontade clicando aqui

Referencias:

 

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