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Gorduras poliinsaturadas são um desastre para saúde!

Revisões sistemáticas e meta-análises sobre gordura saturada comparada com poliinsaturada.

http://openheart.bmj.com/content/1/1/e000032.full

Estudos têm demonstrado pouca relação entre o colesterol consumido e o nível de colesterol sanguíneo, o que contraria novamente a “sabedoria” popular altamente influenciada pela mídia e a indústria de alimentos processados e eles colocam em cheque a hipótese-lipídica junto com as evidências de que o colesterol total é um pobre ou insignificante indicador de risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Estudos como o famoso estudo feito pela universidade da Carolina do Sul nos Estados Unidos, demonstram com clareza que não há pequena diferença encontrada no colesterol sérico em 9 padrões diferentes de consumo, o que somado ao corpo de evidências significa que não há correlação precisa entre o consumo de alimentos com baixo teor de carboidratos e o aumento do colesterol a nível coletivo, embora em termos individuais um aumento ou diminuição pode acontecer, como no caso de qualquer dieta. Algumas pessoas podem sofrer um aumento dos na concentração de colesterol sanguíneo a partir do consumo de gordura monoinsaturadas e saturadas com relação a dieta base das mesmas, entretanto, o perfil lipídico das lipoproteínas “colesterol” tende a melhorar muito com a restrição dos carboidratos mesmo que haja um aumento na concentração do colesterol sanguíneo.

Para entender mais sobre o colesterol leia:

Aquiaqui,aqui, aquiaquiaquiaquiaquiaqui e mais na barra lateral do site (colesterol).

No meu novo livro “Dieta para Emagrecer com Prazer” eu abordo extensivamente a questão das lipoproteínas por uma perspectiva histórica e jornalística e sua relação com as dietas por lentes científicas.

A hipótese lipídica não é mais a norma aceita pela comunidade científica há 10 ou 15 anos, sendo cada vez mais desacreditada. Estudo publicado pela Open Heart, um jornal de cardiologia famoso, elucida bem a história de Ancels Keys o criador da hipótese lipídica que por questões políticas se tornou a norma nos EUA e mundo a fora durante quatro décadas. (Se não sabe ler em inglês veja a tradução abaixo)

History of the low-fat ‘diet-heart’ hypothesis

The vilification of saturated fat by Keys2 began two decades before the seven countries study, where Keys showed a curvilinear association between fat calories as a percentage of total calories and death from degenerative heart disease from six countries. However, he excluded data from 16 countries that did not fit his hypothesis. Indeed, data were available at the time from 22 countries, and when all countries were looked at the association was greatly diminished.3Furthermore, no association existed between dietary fat and mortality from all causes of death.3Thus, past data promoted by Keys showing that an increased percentage of fat calories consumed increases the risk of death are not valid (and certainly could never have proved causation). These data seemingly lead us down the wrong “dietary-road” for decades to follow, as pointed out by others.4 ,5

“A difamação da gordura saturada por Keys começou duas décadas antes do estudo de sete países, onde o autor mostrou uma associação entre calorias de gordura como porcentagem do total de calorias e as mortes por doença cardíaca degenerativa de seis países. No entanto, ele excluiu os dados de 16 países que não se encaixavam na sua hipótese. De fato, os dados de 22 países estavam disponíveis na época e quando todos os países foram inclusos na análise, a associação da gordura saturada foi muito diminuída. Mais adiante, nenhuma associação existe entre a gordura dietética e mortalidade por todas as causas de mortes. Assim, dados passados ​​promovidos por Ancel Keys mostrando que um aumento da percentagem de calorias de gorduras aumenta o risco de morte não são mais válidos (e certamente nunca poderiam ter provado causalidade). Estes dados aparentemente nos levaram para a estrada dietética errada durante décadas, como apontado por outros.”

french fries

Mais além, ao longo das últimas décadas a premissa de Keys de que uma diminuição do colesterol total a partir do consumo de gorduras poli-insaturadas industriais oxidadas, ricas em ômega 6 causaria uma redução na mortalidade total, cardíaca e por tumores, tem sido muito criticada por cientistas e rebatida pelas mais compreensivas meta-análises que fizeram revisões sistemática de toda literatura clínica e observacional sobre risco de morte. Infelizmente, conforme a ciência surgia rebatendo a teoria de Keys, ela já havia virado política e servido como base de recomendação através das diretrizes nutricionais do governo americano com repercussões no mundo a fora.

A partir da década de 60, cientistas e médicos que criticavam a teoria lipídica foram acusados e difamados até o ponto em que a literatura se tornou tão abundante em mostrar correlações observacionais opostas e evidências clínicas que refutam diretamente esta teoria, que a o castelo de cartas desmoronou.

Em um estudo Australiano recente, que inclusive  saiu na Folha de São Paulo em 2013, pesquisadores recuperaram dados de um trabalho realizado entre 1966 e 1973 na Austrália, que demonstrava os benefícios do consumo da gordura saturada, sendo que os homens do estudo que aderiram ao óleo vegetal industrializado tiveram uma mortalidade mais alta do que os demais, o que contraria a expectativa inicial do estudo.

Ele foi feito com o objetivo de avaliar a efetividade em substituir a gordura saturada com o ácido linoleico ômega 6, para a prevenção secundária de doenças cardíacas e morte (para ler o artigo em que critico a posição da mídia nacional a respeito do estudo clique aqui). Este estudo foi resultado de uma avaliação e atualização dos dados recuperados do estudo: Sydney Diet Heart Study, conduzido de 1966 a 1973, na Austrália. Um estudo duplo-cego, com grupos paralelos, randomizado e controlado.

Nas palavras o autor do estudo:

Neste grupo, substituir a gordura saturada na dieta por gorduras poli insaturadas ômega 6 aumentou os índices de morte por todas as causas, doenças cardíacas e cardiovasculares. Uma meta-análise atualizada dos estudos não mostrou evidências de benefícios cardiovasculares.

 Em outras palavras, o aumento do consumo de margarina e óleos industrializados aumentou os índices de morte por todas as causas, doenças cardíacas e cardiovasculares.

A substituição de gorduras naturais dos alimentos por óleos de sementes processados ricos em ômega 6 levou a consequências ruins para a população como um todo, as chamadas consequências não intencionais.

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“As consequências da substituição de gorduras saturadas por gorduras poli-insaturadas (Q-6) Não só a condenação de gorduras saturadas levou a um aumento do consumo de carboidratos, ela também levou a várias orientações dietéticas recomendando a substituição de gorduras saturadas por gorduras poli-insaturadas, sem especificar o ácido graxo poli-insaturado (ou seja, omega-3 vs omega-6). A recomendação para aumentar a gordura poli-insaturada resulta de análises agrupadas de dados analisando o aumento de ácidos graxos ômega 3 e 6 poli-insaturados. Entretanto, uma meta-análise de estudos randomizados controlados mostrou que a substituição de uma combinação de gorduras trans e saturadas por gorduras ômega 6 poli-insaturadas (sem aumentar simultaneamente ácidos graxos ômega 3) leva a um aumento do risco de morte.  Estes resultados foram confirmados quando os dados foram recuperados a partir do estudo do coração de Sydney, Austrália e incluídos em uma meta-análise atualizada.

Outros testes em humanos, não incluídos na meta-análise acima referida, inclui o ensaio clínico do Clube Anti-Coronário, que mostrou que mais pessoas morreram quando a gordura saturada foi substituída por poli-insaturadas (geral (26 vs 6) e devido a doença cardíaca coronária (8 vs 0). O ensaio clínico Nacional do Coração, um estudo randomizado, duplo-cego, também mostrou um número MAIOR de eventos cardiovasculares (n = 4) em uma dieta que foi alta na proporção (2:1) de gorduras poli-insaturadas (P) / saturadas (S), que em uma dieta rica em gordura saturada (n = 1, P / S = 0,4). Assim, conselhos para substituir gorduras saturadas por gorduras poli-insaturadas (por exemplo, por ômega 6) podem aumentar o risco de doença cardíaca coronárias, eventos cardiovasculares, mortes por doenças cardíacas coronárias e mortalidade geral.”

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2 Comentários

  1. Nelly Kim disse:

    Perfeito artigo, muitas referências. Estou aprendendo muito com o blog. Obrigada.

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