Increva-se para receber conteúdo novo por email

Gorduras boas são associadas a maior longevidade

Por: Caio Fleury

imagem gorduras bonitas

A relação entre o consumo de gorduras naturais dos alimentos, incluindo saturadas, há muito tempo tem sido correlacionada em estudos epidemiológicos com uma menor incidência de mortes em geral por diversas causas, como doenças do coração, câncer e derrame, sendo este último muito menos preponderante quando o consumo de gordura saturada é mais alto.

Um novo estudo epidemiológico e prospectivo conduzido em áreas rurais da Europa elucidou mais ainda esta questão, somando a pilha de evidências de que as gorduras dos alimentos naturais, incluindo, peixes, carnes, laticínios e frutos ricos em gordura como as azeitonas, são diretamente correlacionadas a uma menor mortalidade por todas as causas.

print estudo 12 2017

O estudo que reuniu dados de consumo alimentar de 135 mil indivíduos adultos (35 a 70 anos de idade) de 18 países Europeus, ao longo de 7 anos e meio teve como principal objetivo acessar os resultados da mortalidade total das pessoas e dos eventos cardiovasculares principais, que incluíram infarto do miocárdio não fatal, doenças do coração mortais, derrames e insuficiência cardíaca. Estes foram categorizados como resultados primários. Em seguida, obtiveram os resultados das mortes que foram categorizadas como resultados secundários, que também incluíram doenças do coração e outras causas de morte.

Os resultados foram um tanto previsíveis:

Resultados:

 

“Durante o acompanhamento, documentamos 5796 óbitos e 4784 grandes eventos de doenças cardiovasculares. A ingestão mais elevada de carboidratos foi associada a um risco aumentado de mortalidade total”

“A ingestão de gordura total e cada tipo de gordura foi associada com uma menor risco de mortalidade total (quintil 5 versus quintil 1)”

“Uma maior ingestão de gordura saturada foi associada a um menor risco de acidente vascular cerebral. Gordura total e gorduras saturadas não foram associadas ao risco de infarto do miocárdio ou mortalidade por doenças cardiovasculares”

print estudo 2 12 2017

“Iterpretação do estudo

A ingestão elevada de carboidratos foi associada a um maior risco de mortalidade total, enquanto que o consumo de gordura total e os tipos individuais de gordura estavam relacionados a menor mortalidade total. O consumo de gordura total e os tipos de gordura não foram associados a doenças cardiovasculares, infarto do miocárdio ou mortalidade por doenças cardiovasculares, enquanto que a gordura saturada teve associação inversa com AVC, acidente vascular cerebral. As diretrizes dietéticas globais devem ser reconsideradas à luz desses achados.”

Em outras palavras, diversos estudos tem destacado a gordura saturada como inversamente relacionada ao AVC. Pelo que tudo indica – estudos epidemiológicos e ensaios clínicos – ela tem se mostrado protetora. E as gorduras totais dos alimentos de verdade idem, mais preponderantemente nos ensaios clínicos randomizados, que são o padrão de ouro da ciência. Por outro lado, os carboidratos foram bem problemáticos.


Siga-nos no instagram – @primalbrasil


Além deste estudo, o jornal estrangeiro chamado”Independente” relatou em meados deste ano um estudo muito interessante que elucida o fato de que no que diz respeito a saúde, comida de verdade é o que importa. Diversos padrões de alimentação vegetariana geraram maior risco de doenças cardíacas nas pessoas, quando incluíam alimentos como açúcar, batatas fritas, batatas fritas, álcool e carboidratos refinados – todos dos quais são baseados em plantas e, portanto, ostensivamente veganos.

Os vegetarianos tiveram melhores resultados quando incluíam alimentos naturais ricos em gorduras, como abacate, queijos, ovos, nozes, azeite e peixes. Não todos onívoros necessariamente, o que indica que o importante é comer comida de verdade e reduzir ou eliminar carboidratos refinados.

Enquanto isso, uma grande pesquisa nacional de dieta e nutrição do Reino Unido descobriram que mais de ¼ das mulheres entre 19 e 64 anos tem deficiência de ferro, o que fez com que cientistas do Reino Unido recomendassem um maior consumo de carnes ou ovos para as mulheres em geral. Carne possui mais do tipo de ferro heme que supri mais facilmente a carência, no entanto, ovos podem facilmente suprir esta carência também e são moderados em proteínas.

Obrigado!

Quer emagrecer com prazer? Conheça o coaching de emagrecimento. Clique aqui!

imagem coaching 1001 pixels

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *