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Ganho peso é associado a maior inflamação e alterações genéticas

Por: Universidade de Stanford

Até mesmo 6 quilos podem fazer uma grande diferença

Neste momento, muitos de nós estamos tentando perder peso, seja os que adicionamos durante os feriados ou as que acumulamos de forma despercebida com o tempo. Mas até o final do ano, muita gente não terá conseguido. Talvez você não entenda a importância de se manter magro e saudável e quem sabe um novo estudos convença você a entrar na linha novamente.

Este novo estudo ambicioso publicado no jornal Cell Systems, no entanto, promete lançar uma nova luz, enumerando as milhares de mudanças negativas em genes e vários sistemas biológicos que podem ocorrer depois de uma pequena quantidade de ganho de peso. As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entender melhor porque o ganho de peso faz com que algumas pessoas desenvolvam diabetes e outras condições, e também sublinham os riscos cumulativos para a saúde do efeito sanfona, ou seja, o efeito de ganhar e perder peso constantemente.

Uma associação internacional de cientistas se aproximou de 23 homens e mulheres com excesso de peso que já faziam parte de um grande estudo contínuo – chamado estudo “omônico” na linguagem dos pesquisadores – que examina genomas e microbiomas dos participantes e gera grandes quantidades de dados sobre o funcionamento do corpo.

Mas um estudo deste tipo nunca examinou os efeitos da mudança de peso. Depois de tomar sangue e outras amostras de seus voluntários, os cientistas pediram aos homens e mulheres que comessem demais. Todos começaram o estudo com excesso de peso; cerca de metade eram resistentes à insulina, o que muitas vezes é um precursor de diabetes. Durante um mês, eles adicionaram em média 880 calorias por dia nas suas dietas e ganharam uma média de cerca de seis quilos.

Os cientistas descobriram que 318 genes funcionaram de forma diferente, depois que os indivíduos ganharam um pouco de peso.

Os cientistas então pediram aos voluntários que perdessem esse peso adicionado, que levou a maioria deles pelo menos duas vezes o tempo que levaram para ganhar este peso extra. Depois de mais amostras, os pesquisadores pediram aos participantes para manterem o peso estável e retornem após outros três meses para uma rodada final de testes.

Nesses exames, os cientistas encontraram muitas mudanças biológicas relacionadas à mudança de peso. Eles descobriram que 318 genes funcionaram de forma diferente, depois dos indivíduos ganharem um pouco de peso. Alguns genes foram mais ativos, enquanto outros foram efetivamente desligados. Muitos desses genes estão envolvidos no metabolismo da gordura.

Os cientistas também encontraram vários novos marcadores moleculares no sangue das pessoas após o aumento de peso que indicam aumento da inflamação em todo o corpo, o que é muito preocupante, indicando possíveis começos de cardiomiopatia ou alargamento do coração. A maioria dessas modificações reverteram para o estado normal anterior, uma vez que os homens e as mulheres perderam o peso ganho, mas alguns danos foram mais permanentes.

Sobretudo, os resultados indicam que, após até mesmo uma quantidade relativamente pequena de ganho de peso, “desequilíbrios e mudanças ocorrem” em todo o sistema biológico do corpo, diz Michael Snyder, presidente do departamento de genética da Universidade de Stanford e autor principal do estudo. Mesmo que depois você perca novamente estes quilos, as mudanças “não são reajustadas completamente”.

Snyder diz que ele e seus colegas têm estudos maiores sobre peso e saúde em andamento. Os resultados devem começar a chegar no final deste ano.

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