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Estamos virando uma nação dependente?

Os pais fundadores dos Estados Unidos da América como George Washington e Thomas Jefferson, assim como os atuais Republicanos libertários (uma parte dos membros do partido republicano) acreditam que o progresso econômico e moral de uma nação depende, acima de tudo, da consciência individual dos cidadãos, sendo que família é responsável pela criação e formação dos valores do indivíduo, estando acima do governo e do estado e que os últimos devem servir apenas como protetores dos direitos individuais da população. Com estes valores em mente, criaram a constituição dos Estados Unidos, para servir como uma fundação da democracia, que garante a liberdade e proteção dos direitos individuais.

Os pais fundadores da nação estavam cientes de que toda sociedade está sujeita ao surgimento de governos tiranos, com o potencial de suprimir a liberdade individual, o desenvolvimento moral e econômico de uma nação. A tirania muitas vezes passa despercebida pela população, muitas vezes levando-a ao extremo, como por exemplo o surgimento do nazismo e o comunismo. Contudo, os pais fundadores estavam preocupados não somente com o tiranismo extremo, mas também com o crescimento desproporcional do governo (socialismo) e o surgimento de políticas que são potencialmente prejudicais à nação.

Pelo menos com relação às políticas de alimentação do governo, elas claramente foram demasiadamente prejudiciais à população americana, pois políticas foram criadas por burocratas, ao invés de cientistas e pesquisadores. Quando o governo se envolveu nas políticas de alimentação, criaram-se os subsídios à agricultura e a pirâmide alimentar foi criada, baseada em nenhum dado cientifico, mas em pura política usada para promover o subsídio a agricultura, promovendo assim o consumo de alimentos prejudiciais à saúde.

piramide alimentarO governo, por meio do subsídio à agricultura e a criação da pirâmide alimentar obviamente não foi o único causador do problema, que é multifacetado, ela apenas serviu como fundação para o agravamento do problema. A indústria de alimentos processados, assim como a indústria do tabaco cresceu e se estabeleceu definitivamente nas sociedades industrializadas, enriquecendo muita gente a custo da saúde das pessoas como se opera um quartel de drogas praticamente, tornando as drogas (carboidratos e gorduras processadas) cada vez mais atrativos e com maior potencial vicioso.

processed food

  Programas governamentais que agravam o problema

 

O governo americano, durante o mandato o presidente Barack Obama tem expandido seu programa de “ajuda” alimentar (Food Stamps), sob o qual pessoas com renda pessoal abaixo de 2700 reais aproximadamente, ou que possuem um integrante da família com um número de assistência social, são elegíveis a receberem um cupom que serve para trocar por qualquer alimento. O programa que inicialmente tinha o intuito de diminuir fome e a pobreza somente das pessoas mais carentes atualmente foi estendido a 47 milhões de cidadãos americanos junto com a diminuição de empregos de período integral e o aumento de empregos de meio período, que resultou em uma diminuição na renda per capita dos indivíduos que passaram a ser elegíveis para receber ajuda alimentar (food stamps).

Mas como nem tudo que reluz é ouro, uma decisão que tem o intuito de causar um determinado impacto muitas vezes gera um efeito oposto ao desejado. Esta é a famosa lei das conseqüências não antecipadas, comumente utilizada para descrever a natureza imprevisível das conseqüências das decisões políticas tomadas pelo governo em diversas áreas, incluindo a área de saúde e alimentação. Apesar do intuito de erradicar a pobreza e de fornecer ajuda alimentar, o resultado pode ser exatamente o oposto, pois existem diversas forças ocultas em jogo, que não podem ser previstas com antecedência, podendo alterar o resultado final, gerando assim conseqüências não antecipadas.

No caso da ajuda alimentar, muitos têm nos alertado sobre potencial em que estas políticas possuem de causarem o um aumento de um suposto senso de dependência, o qual indivíduos se tornam mais propensos a serem dependentes da “ajuda” do governo para pagarem suas contas e cada vez mais cultivarem este comportamento. Alguns indivíduos poderiam, por exemplo, trabalhar algumas horas a menos para que assim possam ser elegíveis ao programa de ajuda alimentar e indivíduos que se esforçam mais, podem por este motivo ter que financiar os custos de vida dos primeiros, causando assim o chamado risco moral (moral hazard)

Outro risco moral é causado pela política de subsídio a produtos agrícolas como o trigo e o milho para a produção do xarope de glicose (tipo de açúcar) e óleos processados, aumentando assim a produção nacional destes alimentos e tornando-os mais baratos. Uma das conseqüências desastrosas destas políticas é o aumento do consumo destes alimentos com o potencial de serem extremamente prejudiciais à saúde e do encolhimento (proporcional ao setor de alimentos) de outros setores da alimentação que sofrem uma desvantagem competitiva com relação aos setores dos alimentos subsidiados.

De acordo com dados do próprio governo, verduras compreendem de 2,1% a 4,9% do total de calorias diárias consumidas por indivíduos americanos de baixa renda, sendo que carboidratos constituem grande parte do total das calorias. Não é difícil de imaginar quais alimentos ricos em carboidratos os americanos mais consomem. Contudo, o preço baixo dos carboidratos refinados criado artificialmente pelo incentivo do governo está longe de ser a única causa da epidemia de sobrepeso, pois como muitos dos leitores devem estar cientes, carboidratos viciam.

Outro fator potencialmente prejudicial das políticas de ajuda alimentar é que com este “benefício” é possível ser consumido qualquer tipo de alimento indiscriminadamente. Isso significa que estas pessoas recebem mais de 230 dólares por mês para gastar com refrigerantes, salgadinhos, balas, doces e até mesmo fast food! Isso mesmo, Mc Donald’s, Burger King, etc. O aumento da ajuda alimentar do governo pode estar e exacerbando os problemas de obesidade e de saúde pública dos EUA. Minha pergunta é: por que estes incentivos não são, pelo menos, autorizados somente para alimentos de verdade?

 

Video famoso do youtube, que  mostra o que pode ser consumido com a ajuda alimentar do governo americano. (Cômico e triste ao mesmo tempo)

Nada é de graça, tudo tem um preço!

 

O escopo da indústria de alimentos processados e a política de subsidio do governo a carboidratos com certeza contribuem para esta escolha do governo. Lembre-se da pirâmide alimentar que o governo criou. Ela teve o intuito de promover o consumo de quais alimentos?

Não é coincidência o fato de que a ajuda alimentar (food stamps) compreende 80% do gastos do departamento de agricultura, o qual tem feito campanha para a promoção à adesão de ajuda alimentar (food Stamps)

silvio santos

O governo tem uma agenda política com o intuito de promover a adoção da Ajuda alimentar  que envolve demonstrações públicas onde é montado um teatro com personagens, fazendo encenações melodramáticas, convencendo o público local o quão saudável é se alimentar com o vale de alimentação do governo (Food Stamps). Cenário semelhante ao da famosa política do “pão e circo” do império romano.

 

 Industria farmacêutica.

 

A indústria farmacêutica têm contribuído imensamente para aumentar o senso de dependência das pessoas. Somos bombardeados diariamente com comerciais na TV que promovem a ideia de que nossos problemas podem ser resolvidos se nos entupirmos de drogas. As empresas farmacêuticas têm triplicado sua publicidade anual para os consumidores ao longo das últimas 2 décadas.  De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, os médicos têm aumentado drasticamente o número de prescrições de antidepressivos e um aumento acima de 30% na prescrição de estimulantes como a Ritalina e Adderall. Nos EUA muitos médicos não hesitam em prescrever Ritalina para crianças que demonstram os primeiros sinais de déficit de atenção, uma condição que pode ser melhor tratada com mudanças de hábitos alimentares, esportes e atividades ao ar livre. 

Cada vez mais no Brasil assim como os EUA  pessoas estão sendo condicionados a acreditar na ideia ingênua de que de alguma maneira as doenças vem do além. Assim podemos ficar doente da noite para o dia, como se a culpa obviamente não fosse de nós mesmos, mas sim de algum fator externo. Abraçamos cada vez mais a ideia de que podemos simplesmente continuar curando os sintomas das doenças nos enchendo de drogas, como se fosse algum tipo de conforto psicológico que nega nossa responsabilidade sobre nos mesmos. Apesar de fatores externos e da genética obviamente influenciar nossa saúde, as doenças continuarão nos perseguindo até que façamos mudanças concretas em nossos hábitos.

A prescrição contínua e indiscriminada da estatinas é somente a ponta do iceberg. Nos EUA e até mesmo no Brasil crianças e adultos perfeitamente saudáveis estão tomando drogas para abaixar os níveis de colesterol, que não tem absolutamente nenhuma relação com o risco de doenças cardíacas, se analisados por si mesmos como é feito nestes casos.  Isso é um absurdo sem nenhuma justificativa moral e científica!

A publicidade da indústria farmacêutica tem se estendido ao ponto de ter dominado o publico geral e muitos médicos. O Brasil caminha junto com os EUA para se tornar um país onde indivíduos se tornam cada vez mais dependentes das drogas para aliviar seus sintomas relacionados à maus hábitos e má nutrição. Com uma política de recomendações alimentares que interpreta ciência do lado avesso, o aumento crescente da obesidade, alto nível de pobreza aliado à alta corrupção, analfabetismo funcional e baixo crescimento econômico, estamos destinados a ser uma nação dependente?

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