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O ideal é focar em alimentos que são encontrados na natureza e enfatizar carnes criadas naturalmente, peixes de água fria selvagens, vegetais ricos em nutrientes, nozes, sementes, óleos não-refinados (azeite extra virgem, óleo de coco, manteiga) e moderar o consumo de feijão, batata e derivados do leite.https://primalbrasil.com.br/dieta-para-emagrecer-com-prazer/O artigo desta semana foi uma indicação de um leitor, nos comentários deste post aqui (aliás, já deram uma olhada nas discussões deste post? Estão interessantíssimas!). Como eu gostei muito, resolvi traduzir para vocês. Dividi em duas partes para facilitar.

Entendendo a dieta low-carb – Parte 2

Equívocos modernos

Existem dois equívocos que podem ter causado alguma confusão – os benefícios da carne e a inocência do açúcar e da farinha refinada (que são quase a mesma coisa para o corpo). A maioria das pessoas foi levada à acreditar que as dietas ricas em carne/proteína causam doenças cardíacas por causa da gordura saturada. No entanto, as pesquisas mais recentes contradizem fortemente esta ideia. Por exemplo, um estudo de 14 anos, feito com mais de 80.000 mulheres, na Escola de Medicina de Harvard, descobriu que aqueles que consumiam mais proteína tinham 26% menos chances de desenvolver doenças cardíacas do que aqueles que consumiam pouca proteína. Além disso, a grande dependência dos nossos ancestrais de alimentos de origem animal não aumentou o risco deles em desenvolver doenças cardíacas, por causa da qualidade da proteína ingerida, da proporção das gorduras (ex.: menos ômega 6 e mais ômega 3), maiores quantidades de antioxidantes, fibras, vitaminas e fitoquímicos, junto com hábitos de vida mais saudáveis, como fazer exercícios e não fumar.

A qualidade nutricional da carne comercial de hoje em dia é um pouco diferente da que era consumida há muitos anos. A maioria dos animais domésticos são drogados, enjaulados e alimentados com comidas que eles não foram criados para comer (como milho, ao invés de pasto), fora a falta de exercícios. Mudar a alimentação dos animais de capim para grãos é uma das razões pelas quais a dieta moderna é insuficiente em ácidos graxos ômega 3. Além disso, se comparadas às vacas alimentadas com grãos, as vacas alimentadas a pasto tem quantidades muito maiores de vários nutrientes. Na verdade, quanto o gado é criado naturalmente, ele tem perfis de qualidade similares à carne de búfalos e alces.

E quanto a farinha e o açúcar? Qualquer carboidrato (presente em abundância nos grãos, frutas, leite e vegetais ricos em amido como batata e milho) é quebrado em açúcar. Um aumento rápido no açúcar do sangue, particularmente de fontes refinadas, resulta num aumento igualmente rápido do hormônio insulina. O trabalho da insulina é armazenar o açúcar, seja nos músculos para energia ou como gordura acumulada. Na maioria das vezes, nós temos bastante energia armazenada, então você pode imaginar aonde a maioria deste açúcar vai parar! Se este cenário de insulina elevada continuar por um período prolongado, a resistência a insulina se desenvolve. Isto significa que o corpo fica atordoado pela quantidade de insulina e começa a responder lentamente à ela. Resistência à insulina é a principal causa do aumento de peso, diabetes, doenças cardíacas e também gera o aumento nos níveis de radicais livres, que causam danos às células e aceleram o envelhecimento biológico. Isso pode contribuir para qualquer tipo de sintoma, mal estar ou doença degenerativa. Na verdade, as pesquisas estão descobrindo que a insulina é a chave para muitas disfunções corporais. Isso não significa que as pessoas precisem parar de comer alimentos ricos em carboidratos, como tubérculos. São os grãos que causam os problemas. As quantidades individuais para o consumo de carboidratos são diferentes e influenciadas por tolerância individual, metabolismo e estado de saúde.

Muitas pesquisas mostram efeitos positivos no consumo adequado de proteínas em dietas com baixa quantidade de carboidratos, como perda de peso, saúde do coração e lentidão no processo de envelhecimento (stress oxidativo). Pense sobre isso desta maneira, quais alimentos nós temos consumido no último século? Não é o consumo de carne ou de gordura saturada que tem aumentado, mas sim o consumo de margarina, gorduras-trans, comidas empacotadas “sem vida”, óleos vegetais processados, leite pasteurizado/homogenizado, gado criado comercialmente e açúcar refinado. Houve também um declínio no consumo de vegetais frescos e frutas, e um aumento na exposição aos venenos ambientais e pesticidas. Todos estes fatores combinados são os reais culpados pelo aumento de peso e pelas doenças crônicas modernas.

Tome uma atitude prática a favor dos alimentos de verdade

É difícil melhorar a natureza. Quanto mais é revelado sobre a ciência da nutrição, mais aparente fica que os problemas surgem quando os homens manipulam os alimentos de alguma forma que altere sua originalidade – removendo a gordura, refinando as fibras, adicionando químicos e hormônios para controlar as variáveis, ou processando os alimentos para torná-los mais atraentes. O ideal é focar em alimentos que são encontrados na natureza e enfatizar carnes criadas naturalmente, peixes de água fria selvagens, vegetais ricos em nutrientes, nozes, sementes, óleos não-refinados (azeite extra virgem, óleo de coco, manteiga) e moderar o consumo de feijão, batata e derivados do leite. Use o nome que quiser para esta dieta: primal, paleo, tradicional, ancestral, low-carb, enfim, o que quiser, o importante é consumir os alimentos que nossos corpos foram criados para consumir. Este tipo de dieta irá trazer benefícios como perda de peso, melhor memória, ossos mais fortes e aumento de energia, junto com riscos menores de desenvolver doenças.

As coisas podem ficar confusas com a variedade de dietas sendo divulgadas na mídia, embora muitos pesquisadores possam dar dicas úteis, é essencial lembrar que a experiência de se sentir bem é uma aventura experimental. Por exemplo, você pode precisar de mais proteína quando está sob stress ou durante estágios diferentes da vida. Seus antepassados podem influenciar suas necessidades, como no caso de derivados do leite. Por exemplo, a sensibilidade à lactose pode ser encontrada com mais facilidade em indivíduos com descendência asiática, indiana ou negra. As pessoas da Índia ou da China podem tolerar amido com mais facilidade.

Evite ser enganado com produtos pré-embalados, processados, com baixo carboidrato ou sem açúcar. Muitos destes produtos contém adoçantes artificiais, conservantes e aditivos que causam danos à saúde. Uma boa pergunta a se fazer quando você vê algum ingrediente estranho é ” isso pode ser encontrado na natureza?” Se a resposta for não, o seu uso deve ser limitado ao mínimo. Aliás, alimentos processados, ricos em carboidrato ou não, devem sempre ser limitados. Isso não quer dizer que uma escapada ocasional não é permitida, mas muitas vezes estes produtos podem atrapalhar o caminho de uma pessoa para consumir alimentos de verdade, cheias de nutrientes que espantam as doenças!

Então, o que é exatamente a dieta low-carb? Quando você pensar nos benefícios de consumir uma dieta livre de grãos, lembre do que nossos ancestrais tinham disponível para comer: não havia muffins e pães por todo lado! Mesmo que uma dieta com alimentos naturais e de verdade necessitem de um pouco mais de planejamento e um tempinho a mais na cozinha, você e a sua família valem este esforço!! A saúde que você ganha não tem preço!

Esta é uma tradução de um artigo escrito por Jen Allbritton.

Conheça o livro:  https://primalbrasil.com.br/dieta-para-emagrecer-com-prazer/

EMAGRECER COM PRAZER

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9 Comentários

  1. João Paulo disse:

    Pois é, eu sempre disse para todo mundo que esses elementos incorporados à vida moderna não podiam ser tidos como tão seguros quanto aqueles que sempre fizeram parte da vida do homem só pelo fato de serem feitos testes para verificar se eles fazem mal ou não. Tudo parece se reduzir à idéia de que “isso foi testado”, de que “para aquilo foram feitos estudos”, tudo “seguro cientificamente”. Pois não há bobagem maior que essa, seja ela inocente ou não, e eu acho que é justamente isso o que mais explicita o texto;”alteração da originalidade”, eis a questão pela qual não há como não passar.

    Parabéns pela postagem do texto, bem como pelo trabalho de sua tradução.

  2. Joelson disse:

    Amigos, estou fazendo a dieta lowcarb do Atkins e tudo tem corrido muito bem, perda de peso com qualidade de vida. Como pratico exercícios físicos moderados, suplemento com um multivitamínico, alho de óleo e ômega 3/6/9. Os ômegas fazem parte de um só comprimido e aí vem a pergunta: o suplemento de ômega 6 pode fazer mal à minha saúde? Existe uma versão do livro da dieta do Atkins de 2010, ainda não traduzido para o português onde, segundo alguns, é pedido que não se suplemente o ômega 6 porque a dieta já seria rica nesse ácido graxo. Alguém sabe se procede essa afirmação?

    • Bruna Machado disse:

      Procede, a dieta ocidental é rica em Omega 6, que é um acido graxo causador de inflamação. Restrinja sua suplementação ao Omega 3 de óleo de peixe, o Omega 6 mínimo, assim como o Omega 9 já será obtido por meio da dieta. A suplementação de Omega 6 é uma péssima ideia! Abs

  3. Rafaela disse:

    Oi pessoal, tudo joia???

    Gostaria de um apoio moral, pois estou na luta para emagrecer 10 kg e ainda não tive muito sucesso. Estou fazendo a dieta HFLC há um mês, na primeira semana perdi 1 kg e desde então nenhum grama a mais, as vezes até me peso e estou com umas gramas a mais. Estou ficando desanimada. Não sei se estou fazendo algo errado ou se meu organismo é que não entendeu o esquema ainda… Basicamente minha alimentação é ovos com bacon pela manhã, almoço carne e legumes, a tarde tomo iogurte com nozes e a noite janto carne com legumes. As vezes como abacate pela manhã, mas basicamente não saio dos alimentos recomendados. Já estou ficando desanimada….
    O que vocês acham que pode ser???
    agradeço antecipadamente,
    Rafaela

    • Bruna e Caio disse:

      Olá Rafaela, normalmente quando alcançam um platô na perda de peso com uma dieta low-carb algumas coisas precisam ser ajustadas. Menos queijo, aliás muita moderação com este e o mesmo para o creme de leite se estiver consumindo bastante, menos oleaginosas se o consumo for alto. Em último caso, se o consumo de carne e ovos for excessivo seria bom eliminar uma parte no café da manhã. Seria bom também fazer um exame de tireóide. Abs

  4. Flávia Tarmo disse:

    Olá Bruna e Caio!

    Eu tenho uma história de sucesso com a dieta paleo, já eliminei 27 quilos (em 12 meses). Em fevereiro deste ano, fiz uma experiência de um mês com a cetogênica (menos de 40gr de carbo dia) que foi desastrosa. Balança estacionou, cabelo caiu, sono piorou, unha quebrou… Seguindo um nutri americana (Diane Sanfilippo) eu aumentei a quantidade de carbos (só os paleo) para em torno de 75 a 100 gr dia e cortei a lactose e todos os sintomas desapareceram. Até a balança voltou a cair. Numa consulta recente, meu novo médico diagnosticou um provável hipotireoidismo. Estou fazendo exames para confirmar. Finalmente, a pergunta: qual é a relação entre dietas de baixo carboidrato e o hipotireoidismo? Ainda não entendi bem…

  5. Kristinne Folly disse:

    Também estou com indícios de hipotireoidismo, tsh alto. Se houver alguma explicação pr isso eu gostaria de saber ! Mas estou bem abaixo do peso

    • Bruna e Caio disse:

      Alguns fatores contribuem para isso. Falta de nutrientes que suportam a tireóide como selênio,iodo, magnésio, etc, falta de calorias, falta de sono, disfunção hormonal, dieta muito restrita em calorias e carboidrato, entre outros.

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