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Diu de cobre é seguro?

Esta é uma decisão muito pessoal e não estou aqui para tomar uma decisão por ninguém, entretanto, minha função é compartilhar com vocês o que estudos demontram sobre os riscos potenciais do uso prolongado de pílulas anticoncepcionais e os riscos e benefícos do diu de cobre de um ponto de vista científico e por uma perspectiva jornalística.

diu de cobre

O dispositivo uterino de cobre, o DIU é o dispositivo intrauterino mais antigo, estando disponível nos Estados Unidos desdo final da década de 60.

O dispositivo TCu380A é o mais moderno e provavelmente o mais seguro dispositivo de cobre com alguns estudos demonstrando uma taxa de satisfação é moderada a longo prazo, embora os efeitos colaterais por vezes possam ser debilitantes e causarem desconfortos.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18402846/

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17157106

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2702765/

Estudos demonstram que o método é barato, eficiente como contraceptivo e com ação prolongada. Com o tempo, uma parcela substancial dos participantes relataram ser mais receptivos aos efeitos colaterais mais leves que permaneceram, embora com o tempo uma parcela muito grande da população usuária deixa de utilizar, em grande parte devido ao desconforto.

Neste estudo feito no Irã com 401 mulheres ao longo de 6 anos demonstrou que a taxa de continuação do uso do dispositivo Tcu380A foi de 98.2%,  após 1 mês de uso, 89.3%  após 6 meses de uso, 79.3% após 2 anos de uso e 45% após 5 anos de uso.

O estudo demonstrou também sua eficácia como contraceptivo. Das 401 mulheres iranianas, apenas 2 ficaram grávias em 5 anos (0,5%) e 3 no sexto ano (0,75%).

Em outras palavras 99,5% das mulheres não engravidaram com o aparelho durante 5 anos, enquanto 99,25% das mulheres não engravidaram durante 6 anos.

Os autores reforçaram  a importância do aconselhamento as mulheres.

Em outro estudo mais da metada das participantes sofreram efeitos colaterais menstruais dentro de um ano.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7942261/
print diu de cobre

Foi feita uma análise secundária de um estudo financiado pelo grande Instituto Nacional de Saúde dos Eua (National Institutes of Health) sobre os efeitos colaterais do diu de cobre. Um estudo prospectivo com 1947 usuárias de dipositivo intra-uterino de cobre – DIU TCu380A durante 1 ano elucidou as possíveis dificuldades enfrentadas pelas usuárias.

Em média, as 1947 mulheres do estudo inseriram o dispositivo no útero aos 25 anos de idade. Eles constataram que os efeitos colaterais atingem uma parcela significativa das mulheres que utilizaram o dispositivo, entretanto, os desconfortos tendem a ser atenuados em questão de meses de uso, principalmente as possíveis dores e sangramentos.

Efeitos colaterias mais sérios que levaram as pacientes à visitas médicas ou a retirada imediata do dispositivo foram reportados, sendo que uma parte destes problemas puderam ser resolvidos, enquanto outros exigiram a retirada do DIU.

Os investigadores esperam que o estudo possa servir como auxílio para profíssionais de saúde tomarem as precauções necessárias.

diu imagem

“Results

A total of 6,440 follow-up forms containing information on the last cycle were analyzed. In the first nine-week period, 38% of participants reported more menstrual pain with the IUD compared to before using the IUD (Table 3). In the subsequent periods, roughly a third of participants reported more menstrual pain with the IUD than without the IUD. Interestingly, about a quarter of participants reported less pain with the IUD than prior to the IUD insertion. In the first nine weeks, two-thirds of participants reported increased menstrual blood loss; this percentage dropped gradually over subsequent weeks (to 48% in the last period). Intermenstrual problems varied slightly over the four time periods.

Of the 1,947 participants with some follow-up data, 177 (9%) experienced serious pain in the first nine weeks of use (Table 4). In the second, third, and fourth periods, lower percentages of women experienced severe pain, after accounting for attrition (IUD removal) in the denominator. When length of the observation period was taken into account with an incidence density measure, the prevalence of pain appeared to decrease consistently over the four time periods. Serious problems with increased menstrual bleeding also appeared to decrease over time. Intermenstrual spotting did not change much over time.

Forty-two separate mixed effects regression models were constructed to examine various side effect trends over time, using the four different analysis groups. Most results showed that menstrual side effects of pain and bleeding decreased over the different time periods compared with the levels before using IUD.”

“Resultados da análise:

Foram analisadas um total de 6.440 formas de acompanhamento, contendo informações sobre o último ciclo. No primeiro período de nove semanas, 38 % dos participantes relataram maior dor com o DIU em comparação com antes de utilizarem o DIU. Nos períodos subsequentes, cerca de um terço dos participantes relataram mais dor menstrual com o DIU do que sem o DIU. Curiosamente, cerca de um quarto dos participantes relataram menos dor com o DIU do que antes da inserção do DIU. Nos primeiros nove meses, dois terços dos participantes relataram aumento da perda de sangue menstrual: esse percentual caiu gradualmente ao longo de semanas subseqüentes (para 48% no último período) . Problemas intermenstruais variaram ligeiramente ao longo dos quatro períodos de tempo .

Dos 1.947 participantes com alguns dados de acompanhamento, 177 (9%) apresentaram dores graves nas primeiras nove semanas de uso. Em segundo, terceiro e quarto período, percentagens mais baixas de mulheres experimentaram a dor severa, após considerarmos a remoção do DIU.  Quando a duração do período de observação foi levada em conta com uma medida de densidade de incidência, a prevalência de dor foi diminuida de forma consistente ao longo dos quatro períodos. Problemas graves com aumento do sangramento menstrual também diminuiram ao longo do tempo. Manchas intermenstruais não mudaram muito ao longo do tempo.

A maioria dos resultados estatísticos demonstraram que os efeitos colaterais menstruais de dor e sangramento diminuiram ao longo dos diferentes períodos de tempo, em comparação com os níveis pré uso do DIU.”

Enfim, o estudo demonstrou que as dores e os sangramentos fizeram com que 15% dos usuários removessem o DIU durante 1 ano.

Quando o assunto é métodos contraceptivos, sempre haverá riscos e benefícios para cada método, enquanto no caso do Diu de cobre os principais efeitos colaterais relatados são sangramento e dores, no caso de pílulas anticoncepcionais a redução de hormônios andrógenos vitais, testosterona, variações de humor, ansiedade, atrofia dos ovários, diminuição da libido e disfunção sexual e o aumento do risco de câncer de mama são os principais possíveis efeitos colaterais relatados na literatura. Preservativos são mais seguros em termos da saúde feminina, embora sua eficácia como método contraceptiva seja significantemente mais baixa com um risco mais elevado de gravidez.

Eu vou repetir novamente para quem não leu direito este e os outros posts anteriores sobre o tema, eu não pretendo tomar a decisão por ninguém, apenas informar de maneira imparcial os resultados dos estudos relatados. Todos métodos oferecem riscos e benefícios, mas vou repetir mais alto ainda para quem não entendeu, o conteúdo desta série de posts é baseado inteiramente nos resultados e nos argumentos relatados pelos médicos e pesquisadores das dezenas de estudos relatados.

Saiba mais sobre pílulas anticoncepcionais:

Pílulas anticoncepcionais: Tomar ou não? – parte 1

O perigo das pílulas anticoncepcionais – parte 2

Contraceptivos orais e câncer de mama – parte 3

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2 Comentários

  1. Juliana disse:

    1.) Não recomendaria o Diu de cobre nem para minha pior inimiga… Piores 6 meses da minha vida…
    2.) Amoooo primalbrasil!!!! Acompanho e leio todas as publicações. parabéns!

  2. Patt disse:

    tenho o diu de cobre ha 7 anos, e comparando ele com a o anticoncepcional ele é exelente

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