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Dieta low-carb e insulina

Por Dr. Bill Lagakos

Semelhante ao índice glicêmico, que é uma estimativa do aumento da glicose no sangue depois de comer um alimento particular, o índice de insulina é uma estimativa do aumento da insulina depois de comer um alimento específico. Em geral, esses índices são óbvios: carboidratos processados ​​têm altos índices glicêmicos e de insulina, enquanto os alimentos de verdade são mais baixos. Algumas exceções são coisas como laticínios e carne magra, que induzem mais insulina do que seria de esperar, dado o teor baixo em carboidratos destes alimentos…

HORA DA HISTÓRIA

Quando  descobriram que alguns alimentos ricos em proteínas induzem a secreção de insulina, as pessoas pensavam que estas informações poderiam ajudar diabéticos tipo 1 a calcular com mais precisão a suas doses de insulina. Raciocínio interessante, vale a pena testar.

Dr. – Não funcionou muito bem.

Mais aminoácidos derivados de proteínas podem ter sido incorporados no tecido magro (músculo), mas a carga extra de insulina acabou causando hipoglicemia mais frequentemente. Hipoglicemia aguda é mais prejudicial do que a hiperglicemia e ainda é bastante prejudicial a longo prazo. Alguns estudos sobre o índice de insulina para os diabéticos tipo 1 produzem resultados misturados, isto é, aumentam ou não geram nenhuma alteração no risco de hipoglicemia, mas não há estudos que mostram a redução no risco de hipoglicemia com proteínas extras na dieta deles.

Aumentando a dose de insulina com proteína dietética, aumenta o risco de hipoglicemia de 33% para 48% neste estudo.

E de 9,5% para 35,7% neste outro.

  Parte 2

chicken breast

De acordo com Gary Taubes, se carboidratos processados ​​são ruins exclusivamente por causa de insulina, alguns alimentos ricos em proteínas também estimulam à insulina, logo, alimentos ricos em proteínas também devem ser evitados.

Alimentos ricos em proteínas são provavelmente um buraco em sua teoria, porque quase todos os estudos com dietas demonstram que dietas mais ricas em proteínas são melhores. Eu também não coloco muitas fichas na teoria Rosedale-mTOR, pela mesma razão. Talvez alguns aminoácidos ativem mTOR e mTOR ativado em excesso está associada com envelhecimento em alguns modelos animais, mas nada disso se reflete nos estudos em seres humanos. Talvez seja porque alimentos ricos em proteínas são muito densos em nutrientes e ativam outras vias que anulam os efeitos negativos de insulina / mTOR, ou talvez a teoria é apenas falha.

Mas condenar carne vermelha e laticínios por conta da insulina é simplesmente errado. Você pode ter outras razões para evitar esses alimentos em algumas circunstâncias. Pode ajudar alguns diabéticos tipo 1 a finamente sintonizar melhor a sua dose de insulina; isso é bom, também (desde que não induza a hipoglicemia).

Dietas altas em proteínas hipocalórica poupam massa magra em relação à dieta alta em carboidratos (Piatti et al., 1994)

Proteínas: 15% a 30% ou mais de calorias diárias na forma de proteínas aumentam a sensibilidade à leptina, diminuem o apetite e causam perda de peso (Weigle et al., 2005). Dietas altas em gordura e proteínas (low-carb e Zona) venceram dieta altas em carboidratos (McAuley et al., 2005).

A proteína dietética, controle do apetite ou cetose.

Se você é um dos muitos daquele que se beneficiam de dietas com baixo teor de carboidratos [supressivas em insulina], então tenha em mente que pode haver mais razões do que a natureza supressiva em insulina da dieta para seu efeito benéfico; proteínas não precisam ser restritas para estes benefícios (os níveis de insulina, na verdade, até mesmo diminuem a insulina em dietas mais elevadas em proteínas em muitos estudos).

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2 Comentários

  1. Helder Costa disse:

    Dr. Fleury, Bom dia! Há quase dois anos sigo a dieta paleo low-carb e voltei a praticar atividades físicas. Graças à PLC, a minha intolerância à glicose estacionou e até reduziu, evitando que eu progredisse para o diabetes tipo 2. E sei que tenho poupado o meu pâncreas com isso. Mas uma dúvida que eu sempre tive é se, com esse estilo de vida, há possibilidade de recuperação do status original desse importante órgão, ou seja, voltar à condição pré-intolerância, digamos assim.

    • Bruna e Caio disse:

      Depende do quão comprometido ele está Hender, mas sempre é possível melhorar muito. Os estudos em diabéticos mostram que uma parcela substancial reverte a doença ou melhora substancialmente com a low-carb. Cetogênica é potencialmente mais promissora Muito obrigado e sucesso com a dieta!!

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