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Dieta alta em proteína reduz o risco de Alzheimer em até 12x, diz novo estudo.

Por: Edith Cowan University

Uma dieta rica em alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixes e leguminosas, reduz o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer, descobriu uma nova pesquisa da Universidade Edith Cowan. Pesquisadores da Escola de Ciências da Saúde da ECU do oeste da Austrália examinaram as dietas de 541 australianos e mediram os níveis de beta amiloide (Aβ) em seus cérebros, que é um precursor da doença de Alzheimer. Eles descobriram que os participantes com níveis mais altos de proteína alimentar eram menos propensos a ter níveis elevados de Aβ em seus cérebros, reduzindo o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Consumo bem alto de proteínas foi protetor

 

Os participantes foram divididos em três grupos com base na ingestão de proteínas.

Eles descobriram que aqueles com o maior consumo, cerca de 118 g por dia, eram 12 vezes menos propensos a ter altos níveis de Aβ do que aqueles no grupo de menor consumo, que comiam apenas 54 g por dia.

A pesquisadora principal, Dra. Binosha Fernando, disse que este foi o primeiro estudo a examinar a relação entre o consumo de proteínas e beta amilóide (Aβ).

“A pesquisa demonstra claramente que quanto mais proteínas forem consumidas, menor será a chance de alguém ter uma carga de Aβ elevada no cérebro, o que corresponde a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer no futuro”, disse ela.

Procurando o motivo

 

A Dra. disse que ainda desconhecia o que estava por trás da relação entre a alta ingestão de proteína e beta amilóide (Aβ) baixa.

“Uma possibilidade é o que estudos anteriores mostraram: uma dieta rica em proteínas está associada a uma pressão arterial mais baixa”, disse ela.

“A pressão arterial elevada é um fator de risco tanto para a doença de Alzheimer como para doenças cardiovasculares. Nós também sabemos que o desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumenta seu risco de desenvolver a doença de Alzheimer “.

Ela. disse que o próximo passo foi examinar mais a fundo o papel que o sexo, a genética, a idade e os fatores metabólicos desempenham na relação entre o consumo de proteína e a doença de Alzheimer.

Como comer proteína suficiente

 

A proteína é encontrada em produtos animais como carne bovina, porcos, cordeiros, ovos, peixes e ave, bem como em alimentos à base de plantas, como leguminosas, nozes e sementes.

 

Quantidade de proteínas por 100g de alimentos comuns:

Frango: 30g

Carne (bife): 26g

Atum: 25g

Feijões: 7,5g

Queijos: 19g

* Fonte: Departamento de Agricultura dos EUA

“Para obter o efeito protetor que demonstramos, você precisa comer cerca de 118 g de proteína por dia, o que não é muito difícil se você comer proteína em todas as refeições”, disse Dra. Binosha Fernando.

“Por exemplo, se você comer feijão com uma salada de atum bem caprichada para o almoço, 100g de carne e salada para o jantar e comer um punhado de nozes durante o dia, você ficaria muito perto de consumir proteínas suficiente para diminuir suas chances de ter um alta carga de Aβ em seu cérebro”.

Estilo de vida

 

O Centro de Excelência para a Investigação e Cuidados com Doença de Alzheimer da Universidade ECU também identificou a depressão e problemas para dormir como possíveis fatores de risco para a doença de Alzheimer.

O Centro também está investigando se uma combinação de especiarias e óleo de peixe pode potencialmente atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer.

A pesquisa foi apoiada pela fundação australiana de pesquisa “Australian Alzheimer’s Research Foundation.”

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