Como identificar o hipotireoidismo

Por Chris Kresser

Este artigo faz parta de um relatório especial sobre distúrbios da tireoide. O relatório estará disponível no Primal Brasil em breve.

5 padrões de hipotireoidismo que você pode não identificar de primeira.

Na medicina, a chave para a escolha do melhor tratamento é um diagnóstico preciso. Se o diagnóstico não for correto, o tratamento será ineficaz – ou até mesmo poderá causar danos.

Infelizmente, o erro de diagnóstico é comum na gestão do hipotireoidismo. Se você vai a um médico com sintomas de hipotireoidismo, você geralmente simplesmente recebe hormônios de substituição, sem qualquer outra investigação sobre a causa de sua condição.

Pior ainda, se você tiver sintomas de hipotireoidismo, mas seus exames de laboratório estiverem normais, você provavelmente será informado que você está “normal”. Se você insistir que você não está bem, você pode ser enviado para casa com um antidepressivo, mas nenhum outro indício sobre a causa de seus sintomas.

O problema com esta abordagem é que a fisiologia da tiroide é complexa. A produção, transformação e absorção do hormônio tireoidiano no organismo envolve várias etapas. Um mau funcionamento em qualquer uma dessas etapas pode causar sintomas de hipotireoidismo, mas isso pode não aparecer em exames de laboratório padrão. É incorreto e até mesmo negligente assumir que todos os casos de hipotireoidismo compartilham a mesma causa e portanto exigem o mesmo tratamento sempre. No entanto, é exatamente isso que o padrão de tratamento para o hipotireoidismo oferece geralmente nos dias de hoje.

Neste artigo, vou apresentar cinco padrões de disfunção da tiroide que não aparecem em exames de laboratório padrão. Se você tiver um desses padrões, sua tireoide não está funcionando corretamente e você terá sintomas. Mas mesmo assim, se você for ao seu médico convencional, poderá receber a notícia de que não há nada de errado com sua tireoide.

Um painel da tireoide padrão geralmente inclui TSH e T4 somente. Os intervalos para estes marcadores podem variar de laboratório para laboratório, que é um dos principais problemas com duas faixas de referência de diferentes laboratórios. O outro problema é que a variação dos laboratórios não são baseadas em pesquisa que nos diz o que é uma faixa saudável exatamente, mas é baseado em uma curva de sino estatística dos valores obtidos a partir de pessoas que passaram nos laboratórios para fazer exames.

Agora, sigam-me os bons. Quem vai para os laboratórios para fazer os exames? Pessoas doentes. Se um laboratório cria a sua faixa “normal” com base em resultados de testes de doentes, o que realmente é uma faixa de referência anormal? Isso nos diz algo sobre que faixa deves estar para melhor saúde? (Para mais informações sobre os problemas com valores de referência de laboratório padrão, assista esta grande apresentação do Dr. Bryan Walsh – se falar inglês)

Os cinco padrões de tireoide

1. O hipotireoidismo causado por disfunção pituitária

Este padrão é causado pelo cortisol elevado, que por sua vez é causado por uma infecção ativa, os desequilíbrios de açúcar no sangue, o estresse crônico, gravidez, hipoglicemia ou resistência à insulina. Estes fatores de estresse fadigam a glândula pituitária, na base do cérebro, de modo que ela já não pode sinalizar a tireoide para liberar hormônio da tireoide suficientemente. Pode não haver nada de errado com a própria glândula tireoide. A glândula pituitária não está enviando as mensagens certas.

Com este padrão, você terá sintomas de hipotireoidismo e um TSH abaixo da faixa funcional (1,8-3,0), mas dentro da faixa normal (0,5-5,0). O T4 será baixo na escala funcional (e, possivelmente, na faixa de referência do laboratório também).

2. Sub-conversão de T4 para T3

T4 é a forma inativa do hormônio da tireoide. Deve ser convertido em T3 antes do corpo poder usá-la. Mais de 90% do hormônio tireoidiano produzido é T4.

Este padrão comum é causado pela inflamação e níveis elevados de cortisol. Conversão de T4 para T3 ocorre nas membranas celulares. As citocinas inflamatórias danificam as membranas celulares e prejudicam a capacidade do corpo de converter T4 para T3. Altos níveis de cortisol suprimem a conversão de T4 em T3 (comum de acontecer em atletas de academia que restringem muito as calorias e estão sob estresse constante do treino: ex: atletas fitness de academia que comem muito frango com batata doce e restringem as gorduras).

Com este padrão, você terá sintomas de hipotireoidismo, mas o TSH e T4 será normal. Se você testar seu T3 no laboratório (comumente não é testado), o T3 ativo estará baixo.

3. O hipotireoidismo causado pela TBG elevada

A globulina ligadora de tiroxina (TBG) é a proteína que transporta o hormônio da tireoide através do sangue. Quando o hormônio da tireóide é anexado a TBG, ele está inativo e não disponível para os tecidos. Quando os níveis de TBG são elevados, níveis de hormônio da tireoide desatados (livres) serão baixos, levando a sintomas de hipotireoidismo.

Com este padrão, TSH e T4 estará normal. Se testado, T3 estará baixo e a captação de T3 a TBG será alta.TBG elevado é causado por altos níveis de estrogênio, que muitas vezes são frequentemente associados com pílulas anticoncepcionais ou reposição de estrogênio (ou seja, Premarin ou cremes de estrogênio). Para tratar esse padrão, o excesso de estrogênio artificialmente induzido por estes agentes externos devem ser eliminados do organismo.

4. O hipotireoidismo causada pela diminuição da TBG

Esta é a imagem no espelho do padrão acima. Quando os níveis de TBG são baixos, os níveis de hormônio da tireoide livre serão altos. Você pode pensar que isso iria causar sintomas de hipertireoidismo. Mas o excesso de hormônio tireoidiano livre na corrente sanguínea faz com que as células desenvolvam resistência à ela. Assim, mesmo que haja hormônio da tireoide mais do que suficiente, as células não poderão usá-lo e você terá sintomas de hipotireoidismo – não hipertireoidismo.

Com este padrão, TSH e T4 estará normal. Se testado, T3 estará alto, e a captação de T3 e TBG estará baixa. Diminuição da TBG é causada por níveis elevados de testosterona. Nas mulheres, é comumente associado com a síndrome dos ovários policísticos SOP e resistência à insulina. Reverter o quadro de resistência à insulina e restabelecer o equilíbrio do açúcar no sangue é a chave para o tratamento desse padrão.

5. Resistência à tireoide

Neste padrão, tanto a tireoide quanto a glândula pituitária estão funcionando normalmente, mas os hormônios não estão entrando para dentro das células, onde eles são necessários. Isso cria os sintomas de hipotireoidismo.

Note que todos os marcadores de exames de laboratório serão normais nesse padrão, porque não temos uma maneira de testar a função de receptores celulares diretamente.

Resistência da tiroide é geralmente causada por estresse crônico e níveis elevados de cortisol. Ela também pode ser causada por níveis altos do amino ácido homocisteína e fatores genéticos.

Conclusão

Os cinco padrões acima são apenas uma lista parcial. Vários outros padrões também causam sintomas de hipotireoidismo e não aparecem em exames de laboratório padrão. Se você tiver sintomas de hipotireoidismo, mas seus testes de laboratório são normais, é provável que você tenha um deles.

Não só estes padrões não aparecem no exame de laboratório padrão, eles não respondem bem a reposição do hormônio tireoidiano convencional. Se o seu corpo não pode converter T4 em T3, ou você tem muita proteína de ligação da tireoide, ou as células são resistentes, não importa o quanto você tomar de T4; seu corpo não será capaz de usá-lo.

Infelizmente, se você tiver um desses padrões e informar o seu médico de que sua medicação não está funcionando, a resposta do médico muitas vezes é simplesmente aumentar a dose. Quando isso não funciona, geralmente o médico aumenta a dose mais uma vez.

Como eu disse no início deste artigo, a chave para o sucesso do tratamento é um diagnóstico preciso. A razão pela qual a abordagem convencional muitas vezes falha é que ela ignora este passo e fornece o mesmo tratamento a todos, independentemente da causa do problema deles.

A boa notícia é que, uma vez que o diagnóstico correto for feito, os pacientes respondem muito bem ao tratamento.

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