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A mídia, aos poucos, começa a dar atenção aos estudos internacionais que demonstram a superioridade da gordura animal vs. os óleos vegetais, mas continua mascarando os benefícios, afirmando que ela não é tão ruim quanto os óleos vegetais industrializados. Em um estudo Australiano recente, que saiu na Folha de São Paulo, pesquisadores recuperaram dados de um trabalho realizado entre 1966 e 1973 na Austrália, que demonstrava os benefícios do consumo da gordura saturada, sendo que os homens do estudo que aderiram ao óleo vegetal industrializado tiveram uma mortalidade mais alta do que os demais, o que contraria a expectativa inicial do estudo. O jornal Folha de São Paulo mostra novamente sua ignorância a respeito da gordura saturada dizendo que a gordura saturada é “má” na seguinte afirmação:

“Mas um novo estudo, que recuperou dados de um trabalho realizado entre 1966 e 1973 na Austrália, questiona essa recomendação (Óleos vegetais industrializados) e mostra que há muito mais no meio do caminho entre a gordura saturada animal ‘má’ e a gordura vegetal ‘boa’”.

O que impede o conhecimento e o progresso da ciência da nutrição neste país é o fato de que a cultura da mídia e as grandes instituições de saúde ainda é muito influenciada pelos estudos tendenciosos e mal interpretados sobre a gordura saturada. Por isso, ela fica confusa quando se depara com pesquisas como essa, de maneira a ter que se justificar com um pensamento redundante, em outras palavras dando voltas, ou batendo a cabeça contra a parede! Ao invés de aceitar o fato inquestionável de que a gordura animal é superior e que as gorduras em geral são boas e essenciais, na parte ilustrada do artigo ela ainda recomenda um consumo de menos de 10% de gorduras saturadas e o pior de tudo é que recomenda um consumo de óleos vegetais IGUAL ao de gordura saturada, ignorando completamente o resultado do estudo.

A ignorância não acaba por aí, além disso, ela trouxe mais a superfície suas raízes “lipofóbicas”  e passou descriminando a gordura mais ainda de modo a impor um limite maior de consumo  da gordura monoinsaturada, de 15% das calorias diárias! A famosa gordura “boa” que de fato é boa e estava aos poucos ganhando seu espaço merecido!

A lógica deles me parece que funciona mais ou menos da seguinte maneira: Se esse estudo demonstra que a gordura animal é melhor que a vegetal, então significa que a gordura não é tão boa assim, logo, toda aquela conversa de que as gorduras monoinsaturadas são boas, que a mídia já estava aceitando mais, teve que dar um passo para trás. Em outras palavras, para dar mais credibilidade à gordura saturada eles tiveram que diminuir a credibilidade da monoinsaturada, já que, caso contrário, a gordura iria se tornar importante demais!

Fica claro que existe um limite imposto na consciência da mídia e dos profissionais de saúde do consumo de gordura, ou seja, ele SEMPRE tem que ser baixo.

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Bom, me parece que pelo menos a mídia aprendeu alguma coisa nova agora, já está reconhecendo o fato que as gorduras polinsaturadas Omega 6 são prejudicias à saúde, apesar de ignorar os resultados do estudo ao recomendar um consumo igual (10%) de gordura saturada. Mas por que demoraram tanto tempo para reconhecer este fato?! Não entendo a dificuldade de entender que um produto alterado quimicamente, altamente processado é prejudicial a saúde. Deve ser porque ele vem com uma foto de um coraçãozinho:

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Também, provavelmente, devido ao fato de Omega 3 e 6 serem iguais na cabeça das pessoas. Intuitivamente eles pensam que se o Omega 3 é bom, o Omega 6 deve ser bom também. A indústria de alimentos processados se aproveita disso, destacando nas embalagens que o produto é rico em Omega 3 e 6, mas ninguém olha o rótulo para saber que 90% das gorduras poliinsaturadas são Omega 6 e não 3, muito menos sabem que o pouco que resta de Omega 3 é oxidado, devido ao processamento e ao aquecimento em alta temperatura e que ele não é o famoso Omega 3 DHA do peixe de água fria, responsável pelos benefícios cardiovasculares e cognitivos e sim o Omega 3 ALA que é convertido em DHA numa taxa de aproximadamente 5%, somente. No entanto, de qualquer maneira isso não faria muita diferença porque grande parte gordura poliinsaturada (Omega 3 e 6)  deste produto está oxidada!

A gordura polinsaturada oxidada também contribui para a oxidação do colesterol LDL, o que cria uma forma de conductor do colesterol no sangue que é muito instável e capaz de promover o desenvolvimento de asterosclerose e a formação de plaquetas nas artérias, favorecendo a formação da coagulação sanguínea. O colesterol oxidado é o qual a mídia deveria estar preocupada e não o colesterol LDL por si só, que vem sido incriminado injustamente.

O consumo de gordura poliinsaturada omega 6 em excesso influencia negativamente as redes de controles biológicos que dependem das moléculas de Omega 6 eicosanoides, gerando inflamação, baixa imunidade e problemas no sistema nervoso central, diminuindo a capacidade do corpo de lutar contra vírus, infecções, doenças, etc.

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Quem não sabe que pastel não faz bem para a saúde?! Acho que até as crianças sabem disso. A mídia está começando a aprender agora, e ainda está confusa! Em suas palavras:

‘’Difícil equilíbrio: troca de gordura animal por vegetal não basta para tentar evitar problemas cardíacos”

Logo abaixo desta frase, na parte ilustrada, ela recomenda um consumo de gordura saturada de menos de 10% igual ao consumo da gordura vegetal industrializada. Ou seja, não importa que este estudo mostrou que a gordura saturada é superior a gordura vegetal industrializada, para eles, no final das contas, comer manteiga é tão ruim quanto comer pastel! Um pouco incoerente!

Seguindo esta lógica comer abacate é um pouco menos prejudicial que comer pastel, já que só podemos comer 5% a mais! Não faz nenhum sentido, mas tudo bem, porque o veículo que publicou este artigo não deve saber o que faz e o que não faz sentido! Não deve nem saber sobre a composição do abacate. O que eles sabem?

Nada! Eles estão somente seguindo as recomendações de consumo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que praticamente segue o que a Associação Americana do Coração diz, que por conseqüência são marionetes das grandes indústrias de alimentos (nós, brasileiros, sempre fomos marionetes também). Compare o posicionamento das duas entidades com relação aos óleos vegetais:

“Associação Americana do Coração, em suas diretrizes sobre consumo de gordura, recomenda o uso dos óleos vegetais com ômega 6 para reduzir o uso de gordura saturada animal.

No Brasil, as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia também incluem a recomendação da troca da gordura saturada pelo ômega 6 para reduzir o colesterol”.

O artigo termina com a conclusão de um nutrólogo:

“Esse estudo mostra que não basta substituir a gordura saturada, ela não é a única vilã. É preciso saber pelo que estamos trocando.”

 Poderíamos ficar aqui para sempre criticando a mídia, nutricionistas, profissionais de saúde e pesquisadores incompetentes que por estarem em inércia colocam gordura saturada, colesterol, doenças cardíacas todos no mesmo pacote, baseando-se em poucas pesquisas inconclusivas de décadas atrás que a um bom tempo já foram refutadas frente a novas pesquisas controladas e de meta-análise, sendo a própria pesquisa discutida nesse artigo paradoxicalmente uma delas. Acho que nosso tempo vale mais do que isso.

Novamente, assim como a mídia  pesquisadores continuam cegos por estarem presos em seus campos de estudo, sem conseguir relacioná-los com diversos outros estudos que refletem resultados similares a este estudo, sem terem bases sólidas para suas teorias, demonstrado pela confusão lógica e o excesso de informações desconectas. Sem convicções e sem certezas, acabam se refugiando em suas afirmações prediletas: Tudo em moderação (até mesmo o veneno!).

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4 Comentários

  1. Excelente artigo!

    Com a licença do PRIMAL BRASIL, refiro-me ao texto em post do meu blog:

    http://claudiafitblog.blogspot.com.br/2013/02/nutricao-e-confusao-como-complicar-o.html

  2. Carlos Gonçalves disse:

    Gostaria de parabenizar o Caio e Bruna pelo site…sou formado em Educação Física, trabalho com treinamento e faz algum tempo que uso uma abordagem evolutiva no meu trabalho e na minha alimentação…
    Tive a oportunidade de ler textos muito bons e consegui mais argumentos para minha afirmação de que o conhecimento não é propriedade de nenhuma profissão e está a disposição para ser encontrado e divulgado por todos aqueles que tenham o verdadeiro interesse em orientar as pessoas no caminho da saúde e do condicionamento físico…
    Abraços…

  3. Arthur disse:

    Parabéns pelo site de vocês, muitas informações, linguagem fácil e bem organizada! Não fiquem frustrados se por algum motivo houver poucos comentários num artigo, as vezes passa batido pelas pessoas comentar, agradecer ou qualquer coisa do tipo, não por maldade, mas simplesmente por não estarmos muito acostumados, depois de absorver a informação é mais prático fechar o site do que prestigiar quem disponibilizou a informação. Podem ter certeza, entretanto, que independente do reconhecimento escrito dos leitores, vocês conseguem passar a mensagem adiante, e várias pessoas já mudaram seus conceitos e rotinas baseados em blogs como o de vocês, e são MUITO gratos por isso. Aliás, o reconhecimento de tudo isso que vocês incorporaram se reflete na vida e na saúde de vocês, esse é o reconhecimento mais importante, o do próprio corpo de vocês. Continuem espalhando a informação!

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