História de Sucesso: Vida Primal

Resolvemos trazer a história de um blogueiro amigo nosso que também obteve ótimos resultados com a dieta. Esta é a história do Thiago Witt, publicada no blog dele, Vida Primal, em maio de 2011. Ele foi um dos primeiros a falar sobre a dieta primal no Brasil, junto com a gente. Espero que sirva de inspiração para vocês!

 

Abr/2008

Abr/2008

vida primal 6

Dez/2010

Um ano de Primal Blueprint, por Thiago Witt.

” Esta semana completo um ano desde que decidi experimentar o primal blueprint por um mês para ver o que acontecia. Esse um mês acabou virando três, que acabou virando meu novo estilo de vida por tempo indeterminado. :)

Acredito que foi um ano muito satisfatório (no que diz respeito à saúde e mudanças de hábitos pelo menos), então vou expandir um pouco a história do meu post inaugural para vocês. Preparem-se porque este post ficou longo. :)

Acho que eu nunca fui muito preocupado com minha saúde (que jovem é?). Nunca gostei de nada verde no meu prato. A partir da adolescência fiquei completamente sedentário e, devido à minha alergia, eu preferia sair na chuva a sair no sol. Meus pratos favoritos e mais frequentes eram arroz, feijão e alguma carne com batatas-fritas, ou pizzas, sanduíches ou massas. Sempre acompanhados com o líquido negro e borbulhante em abundância e uma sobremesa para finalizar. Meus “esportes” favoritos eram fuçar no computador, jogar videogame e assistir TV.

Apesar disso nunca tive problemas sérios de saúde, além das dores na coluna, da alergia, e de uma arritmia cardíaca ocasional (mas nada demais). Sempre fiz exames de sangue anualmente e os números em geral ficavam dentro da normalidade, exceto pela glicose no sangue em jejum, que as vezes ultrapassava um pouco os limites da “normalidade”.

Ao longo dos anos, com o sedentarismo e a minha dieta, fui acumulando uns quilos a mais aqui e ali, sem me preocupar muito no começo, até que eventualmente isso começou a me incomodar. Depois de uma crise de lombalgia, o médico recomendou mais uma vez que eu começasse algum programa de exercícios. Resolvi então me inscrever em uma academia, porque não queria ter outra crise daquelas. Aproveitei para tentar começar a comer um pouco melhor, de acordo com o que eu via por aí à respeito de alimentação saudável.

Comecei então o programa de musculação, usando vários aparelhos diferentes que trabalhavam cada músculo isoladamente, e as dores na coluna foram melhorando e ficando cada vez menos frequentes.

Quanto à alimentação, comecei a comer mais cereais no café da manhã, incluindo pães integrais com vários tipos de grãos e granola com leite desnatado. Cortei os pães brancos simples, bolachas recheadas (ou biscoitos, dependendo de onde você for :P ), e substituí o arroz branco por arroz integral, carnes gordurosas por carnes magras, sanduíches doMcDonald’s por sanduíches do Subway, e comecei a comer um pouquinho de legumes, mas quase nada verde no meu prato ainda, exceto pelas raras vezes que eu pedia uma salada caesar no restaurante. Também troquei os refrigerantes por sucos de frutas ou chás, e dei uma diminuída nas sobremesas. Na verdade tentei cortar as sobremesas, mas a compulsão por comer algo doce depois da refeições foi mais forte, não teve jeito.

Depois de tudo isso devo ter começado a perder peso, certo? Bem, na verdade o peso deu uma estabilizada por um tempo, mas depois voltou a aumentar. O ganho pode ter sido em parte pela musculação, mas mesmo depois de alguns meses eu não tinha conseguido nenhum resultado esperado. Então fiz o que qualquer pessoa dedicada faria, me esforcei mais.

Aumentei a frequência na academia; comecei a correr na esteira por 1h, duas a três vezes por semana, somadas às três horas de musculação semanais; continuei com a alimentação “saudável”, mas diminuí as porções; comecei a comer barrinhas de cereais à tarde, para enganar a fome e seguir o conselho de “comer de 3 em 3 horas”.

O resultado? Passei a gastar menos no almoço, e a conseguir correr 5km sem parar. \o/ Mas foi só.

Lembro de nessa época ter visitado o meu dentista, com dor de dente, e dele falando que com a idade é normal você ir engordando e ficando com a bochechas mais “cheias” e ter alguns problemas por causa disso.

Foi aí que comecei a pensar, como isso pode ser normal? Estamos todos fadados a ficar mais “cheinhos” com o passar do tempo? É uma consequência da idade? Você vai ficando “cheinho”, depois com artrite, colesterol alto, diabetes e demência? Alguma coisa deve estar errada.

Healthy living: I was doing it wrong!!!

Comecei então a ficar mais atento a esses temas. Por sorte tenho um amigo que começou a se preocupar com isso bem antes de mim, apesar de não ter muito contato com ele, sabia que a muitos anos atrás ele havia se tornado vegetariano e uma vez me falou dos benefícios que isso tinha trazido pra ele. Mas se a única solução fosse virar vegetariano, acho que eu iria ter que me conformar e continuar como estava, porque seria radical demais pra mim. Por sorte, ele recentemente havia deixado essa fase infeliz para trás e estavacompartilhando alguns links com artigos sobre biologia evolutiva, dietas dos homens da cavernas, e umas idéia bem diferentes do que diz a sabedoria convencional.

Comecei a ler alguns desses links por curiosidade (vejam os Links Recomendados na coluna da direita), e muita coisa, apesar de contra-intuitiva, parecia fazer sentido. Então numa das minhas encomendas da Amazon, resolvi comprar o livro Primal Blueprint pra ver mais a fundo do que se tratava.

Li o livro inteiro rapidamente, e apesar de um certo ceticismo principalmente no que dizia respeito à dieta, resolvi fazer uma experiência por um mês, afinal que mal poderia fazer em apenas um mês?

Então de um dia para o outro meu café da manhã passou a ser alguma fruta, ou então um belo omelete com queijo (feito na manteiga), passei a não comer nada que contivesse grãosou açúcar, a beber apenas água com as refeições, a comer muitas frutas, vegetais (até coisas verdes) e carnes (e peixe e frango), incluindo bacon e pele de frango, fiz um mix de castanhas e nozes pra quando desse fome, troquei longas sessões na academia por treinos curtos e intensos, usando pesos livres e movimentos que trabalham vários grupos musculares juntos, passei a andar mais, pedalar e a tomar mais sol.

Nas duas primeiras semanas eu sofri um pouco, tudo que me dava vontade de comer eu não podia, e mesmo comendo bastante do que podia, eu sentia uma fome terrível. Também me sentia meio fraco e lento, mas eu sabia que algo assim poderia acontecer, porque, segundo o livro, meu corpo demoraria alguns dias para se adaptar a usar a gordura como principal fonte de energia ao invés dos carboidratos, que foram a fonte principal por anos, então eu estava determinado a esperar e continuar com o programa até completar o mês.

Por isso eu sempre digo pra quem quiser experimentar uma dieta Primal/Paleo para que persistam por no mínimo um mês, senão vão desistir logo nos primeiros dias por não se sentirem bem.

A partir da terceira semana, a fome constante passou, comecei a me sentir mais alerta e com mais energia, tão bem ou até melhor que antes. Aos poucos passei a sentir menos fome do que antes, naturalmente comendo menos, e sem ficar com fome depois. As compulsões por doce diminuíram muito, eu já podia ver um pedaço de pão ou um doce na minha frente sem querer pular em cima. Também não me sentia mais sonolento depois do almoço, mesmo quando comia muito.

No final deste mês de teste, eu estava com 5kg a menos e me sentindo muito bem, então resolvi continuar por mais 2 meses, ao fim dos quais eu faria meus exames anuais para ver se por dentro tudo estava tão bem quanto por fora.

Nestes meses seguintes, eu comecei a dar uma pequena relaxada nos finais de semana, afinal, a sogra ou qualquer outro anfitrião não eram obrigados a mudar o cardápio por minha causa e seria indelicado da minha parte dizer que não queria comer nada, não é? :)

Aliás também aprendi com o livro que se me mantiver na linha por pelo menos 80% do tempo, os outros 20% não vão estragar os resultados conseguidos, então nessas ocasiões eu não me preocupava muito nem me sentia culpado depois.

Passados os 2 meses, eu havia perdido mais 5kg (10kg no total em três meses) sem passar fome nem contar calorias, continuava me sentindo bem, e já estava bem adaptado aos novos hábitos. Fiz meus exames, vi que meu colesterol total havia subido, o que me deixou meio apreensivo, mas depois de pesquisar mais sobre o assunto, vi que não havia com o que eu me preocupar, meu HDL e LDL haviam aumentado, e o triglicérides havia diminuído, o que era uma boa coisa. Decidi então, que era seguro continuar com estes novos hábitos, e esta semana completo um ano desde que comecei.

Desde então perdi mais alguns quilos (comecei com 81kg, hoje estou com 67kg), continuo com ótimos resultados nos exames, não tive mais dores na coluna, nunca mais tive azia(que eu costumava ter pelo menos uma vez por semana), me livrei da alergia ao calor, e continuo me sentindo muito bem. Outra coisa que mudou foi a minha tolerância ao jejum. Antes, ficar sem almoçar era, literalmente, uma dor de cabeça algumas horas depois. Hoje não, apesar de ficar com fome, logo eu esqueço dela e não sinto nenhuma dor de cabeça ou fraqueza. Passei a treinar na academia em jejum, porque não acordo com fome, e nunca tive nenhum problema, mesmo com treinos de intensidade alta.

Pretendo continuar vivendo uma vida primal indefinidamente, pelo menos enquanto eu enxergar algum benefício nela. Ainda há coisas para melhorar no meu dia a dia, e eu ainda “trapaceio” mais do que deveria, mas acredito ter dado passos importantes para uma vida mais saudável e com menos sofrimento agora e no futuro. Só espero também conseguir abrir os olhos de outras pessoas para a possibilidade de mudar seus hábitos para viver melhor. Não é difícil, basta ter motivação o suficiente, ter força de vontade, se informar e fazer escolhas conscientes.

Seguem algumas fotos da transformação, e junto alguns gráficos com minhas medidas e exames, por preguiça de procurar uma maneira fácil pra separar e deixar bonitinho. :)

Ao ver os gráficos, tenha em mente que eu comecei com os novos hábitos na semana do dia 15/05/2010.

 

Infelizmente, minha academia não mede o percentual de gordura nas avaliações. :(

E você? Tem alguma experiência parecida pra compartilhar? Eu quero saber. ”

Quem quiser compartilhar histórias de sucesso conosco pode mandar um email!  Ficaremos muitos felizes em publicar!! Email: bruregis.machado@gmail.com

 

2 Comentários

  1. Paula Pinheiro

    Parabéns pela sua determinação e mudança de hábito, todo seu esforço, valeu a pena! Isso nos dá inspiração!

    Responder
  2. Gisele Mayumi

    Belo depoimento! Me motivou ainda mais para começar a mudar meus hábitos. Apenas uma coisa me preocupa, e gostaria, se não fosse pedir muito, que me respondessem. Fiz exame recentemente, e meu colesterol total deu 270, a médica, infelizmente, não pediu hdl. Agora, com o relato acima, em que o Thiago disse que o colesterol dele aumentou com o novo estilo de vida, fiquei com o pé atrás. Li bastante aqui no site sobre, vamos dizer, a irrelevância do valor do ldl, quando se tem um hdl alto, mas estou quase chegando aos 300!! rs.. Aguardo o retorno, e perdoe qualquer engano meu, sou leiga no assunto!! bjo

    Responder

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