Entendendo a dieta low-carb

O artigo desta semana foi uma indicação de um leitor, nos comentários deste post aqui (aliás, já deram uma olhada nas discussões deste post? Estão interessantíssimas!). Como eu gostei muito, resolvi traduzir para vocês. Dividi em duas partes para facilitar.

Entendendo a dieta low-carb – Parte 1

Não há dúvidas que os americanos estão mudando a sua visão do que constitui uma dieta ótima. Adeus 0% de gordura, cookies lotados de açúcar! Seja bem vindo bife orgânico com espinafre! As pesquisas recentes estão mostrando evidências convincentes no que diz respeito aos verdadeiros culpados pelo aumento de peso, doenças cardiovasculares e diabetes, que podem te surpreender. Embora o conceito low-carb (poucos carboidratos) possa parecer uma “mania”, é na, verdade, a dieta mais histórica e que perdura por mais tempo. Qual é a ideia por trás de uma alimentação baixa em carboidratos e rica em proteínas? Esta ideia tem pesquisas substanciais a apoiando? Existe alguma armadilha? Continue lendo para saber se uma variação desta dieta é boa para você.

Os fundamentos da dieta low-carb

As principais razões por trás dos benefícios para a saúde de uma dieta baixa em carboidratos e rica em proteína derivam da escolha de alimentos que os nossos corpos foram projetados a consumir. Nosso mapa genético é virtualmente idêntico ao dos nossos ancestrais caçadores-coletores, que caçavam animais, pescavam e colhiam alimentos como vegetais, frutas vermelhas e nozes. Eles consumiam poucas quantidades de grãos e açúcar (exceto por uma quantidade ocasional de mel). Essencialmente, nossos corpos foram projetados para serem nutridos da mesma maneira que os nossos antepassados caçadores-coletores. Alimentar nossos genes com estes alimentos é o que fornece ao nosso corpo a “matéria-prima” necessária para o funcionamento ideal dele. Diferentemente dos nossos ancestrais, nós temos acesso aos alimentos refinados (açúcar e farinha, por exemplo) e gorduras que causam danos (óleos e gorduras hidrogenados, comidas fritas e óleos produzidos comercialmente) – comidas que nossos corpos não foram feitos para consumir. Com o aumento no consumo de alimentos processados, industrializados e refinados, aumentou também a incidência de doenças cardíacas, câncer, obesidade, diabetes e outras doenças que consideramos comuns hoje em dia.

As análises mais recentes sobre a nutrição dos caçadores-coletores determinou que, sempre que possível, os caçadores-coletores consumiam mais aliementos de origem animal do que alimentos de origem vegetal. A composição das calorias de uma dieta deles variava de 19% a 35% de proteínas, 28% a 58% de gorduras e 22% a 40% de carboidratos não refinados. Estas médias resultavam em 35% de alimentos de origem vegetal e 65% de origem animal. Compare isso com a composição nutricional média dos americanos: 15% proteína, 34% gordura, 49% carboidratos (a maior parte vindo de grãos refinados como açúcar e farinha branca) e 3% de álcool. Essencialmente, tradicionalmente, a dieta dos caçadores-coletores é naturalmente baixa em carboidratos.

Algumas confirmações fascinantes dos benefícios para a saúde no consumo de alimentos tradicionais vem do trabalho de um dentista chamado Weston A. Price. No ano de 1930, Dr. Price viajou pelo mundo para estudar os efeitos da dieta “moderna” na saúde dos dentes. Ele descobriu muito mais benefícios nas dietas tradicionais, além da saúde dental. As diferenças entre as pessoas que tinham consumido uma dieta tradicional desde o nascimento e àquelas que tinham se empanturrado de açúcar, farinha branca e refrigerantes foram assustadoras. Os alimentos tradicionais produziram dentes bem espaçados, poucas a nenhuma cárie, comportamento alegre e saúde vibrante. Aqueles que tinham adotado uma dieta mais “civilizada”, sofreram de mandíbulas comprimidas, com dentes encavalados, cáries, disfunções mentais e doenças. Até os dias de hoje, pode se observar que as pessoas que consomem mais uma dieta “dos caçadores-coletores modernos”, não sofrem de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, câncer ou osteoporose.

Esta é uma tradução de um artigo escrito por Jen Allbritton. O original pode ser encontrado neste link: http://lib.store.yahoo.net/lib/yhst-65052264226661/cf128.pdf

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6 Comentários

  1. Daniella Donadelli

    Olá.Gostaria de divulgar meu trabalho pra vocês. Um trabalho diferente e útil para quem precisa de uma alimentação Low Carb/ Paleo e não tem tempo ou ideias para não tornar sem graça sua alimentação.Curta minha página Em breve vamos ter muitas novidades.https://www.facebook.com/pages/Donadelli-Chef-Low-CarbPaleo/172042606334918?ref=hl.Obrigada,Abraço

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  2. andré moreira

    Sou apreciador da comida árabe. Posso incluir o kibe ou tabule, ainda que eventualmente, já que o trigo usado não é o refinado?

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    1. Bruna e Caio (Publicações do Autor)

      Se não tiver problemas com trigo sim. Tem pouco carbs abs

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  3. Laerte

    Como faço exercícios aeróbios de longa duração durante 5 vezes por semana, quero uma sugestão de carboidratos saudáveis para a execução dessa atividade, pois sei que é um dos principais combustíveis – carboidrato – para quem nada, pedala ou corre mais de uma hora por dia. Eu nado 4 km diários durante 1h 20min, 5x por semana.
    Desde já, obrigado pela atenção dispensada.

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    1. Bruna e Caio (Publicações do Autor)

      A quantidade é muito individual Laerte, depende do seu organismo. Carboidratos paleo são tubérculos, frutas e vegetais. Obrigado =)

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  4. Calebe

    Estive internado por uma semana pra tratar uma infecção no pulso, muito anti-biótico e anti-inflamatório além de duas cirurgias pra limpar o pus. Nesse processo eu perdi 4 kilos, mas agora que tive alta e voltei a minha rotina com dieta low carb, o peso esta voltando. Eu temo que eu tenha perdido massa magra e agora esteja ganhando gordura no lugar. Como evitar isso?

    Responder

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