Dieta cetogênica para atletas

Por: LORI EWING

REUTERS

O atleta canadense, Evan Dunfee,  participou de um estudo australiano sobre os efeitos de uma dieta baixa em carboidratos em atletas

Nos dias em que Evan Dunfee não teve tempo de ingerir gordura suficiente, ele derretia manteiga no microondas e depois bebia como um shot de tequila.

Você pensa que comer muita gordura e obter um melhor desempenho a nível olímpico é impossível? Você está muito enganado.

O atleta Dunfee, de 26 anos, se tornou uma das boas histórias das Olimpíadas do Rio, quando faz parte de um estudo inovador do “Australian Institute of Sport” sobre os efeitos de uma dieta baixa em carboidratos e alta em gordura em provas aeróbicas, como corridas ou caminhadas.

“Você acaba se acostumando a comer pacotes de manteiga”, disse Dunfee sobre a dieta. “Isso se torna parte do que fazemos para manter a nossa ingestão de gorduras boas alta. Durante caminhadas de 40Km,  comemos biscoitos de queijo e manteiga de amendoim. Portanto, é radicalmente diferente de qualquer coisa que qualquer um de nós estávamos acostumados. Acho que antigamente ninguém recomendaria comer queijos torrados durante uma sessão de treinamento”.

O atleta canadense Dunfee saiu da dieta após um desafio de três semanas. Poucos dias depois de terminado a dieta, o atleta de 2 metros de altura havia perdido quase nove quilos, caindo para o peso mais leve que ele já teve desde que tinha 15 anos.

Para corrigir um pouco da perda de peso, ele consumiu um copo de creme de leite, documentando-o no Twitter com a foto dele segurando o copo cheio e um pedaço de creme perdido na sua barba vermelha.

No dia da Austrália, na última quinta-feira, Dunfee comeu uma barrinha de proteína low-carb.

A ciência por trás da dieta, é que os hidratos de carbono (carboidratos) quando limitados obrigam o corpo a usar a cetose, um estado metabólico no qual a gordura é queimada como combustível, em vez de carboidratos. Mesmo um atleta magro como o Dunfee carrega um estoque de gordura corporal que pode ser queimada como energia para o exercício.

Dunfee participou da parte 1 do estudo em 2016, cujos resultados foram publicados em 2017, e 10 dias depois de ter saido da dieta baixa em carboidratos, ele bateou o record canadense de 50 quilômetros por mais de quatro minutos!!
Pode ter sido a dieta e as adaptações fisiológicas que seu corpo fez que proporcionou a vitória. Ou talvez foi uma “dureza” mental adquirida ao treinar por tanto tempo em uma dieta “restrita”. Ou talvez foi apenas o fato de ter passado várias semanas na Austrália treinando com alguns dos melhores atletas do mundo.

“Essa corrida quase foi fácil”, disse Dunfee. “Então, isso realmente despertou meu interesse em dizer “Beleza, talvez há algo muito importante para atletas nesta dieta'”.

Incríveis top atletas certamente acreditam que há algo surpreendente ai… O jogador de basquete, a estrela LeBron James, perdeu uma grande quantidade de peso (ele nunca especificou quanto) em 2014 seguindo uma dieta cetogênica por 67 dias.

O ciclista britânico Chris Froome creditou uma dieta baixa em carboidratos ao seu sucesso ao conquistar três títulos da Tour de France. A equipe australiana de Cricket teve uma reviravolta  depois de emagrecer a equipe toda coletivamente em uma dieta baixa em carboidratos.

Liz Gleadle, lançadora de dardo do Canadá, fala com carinho sobre a manteiga, como se fosse um bolo de chocolate para ela. “Quem é que está insatisfeito em comer algo coberto de manteiga, alho, azeite e sal de erva tão saboroso? “, disse Gleadle. “Você realmente aprende muito sobre suas escolhas de qualidade de alimentos, pois você está procurando gorduras realmente de alta qualidade, e quando você as tem, você não se sente mal com elas, o que é um sentimento realmente agradável”.

A nativa de Vancouver, de 28 anos, começou a reduzir os carboidratos no ano passado para combater a letargia que ela experimentava entre as práticas do esporte. Depois de fazer auto-experimentação e pesquisar lendo os livros – “The Big Fat Surprise” e “Primal Blueprint”, entre outros, ela reduziu a quantidade de carboidratos que ela consome durante a semana durante o treinamento. Nos fins de semana, que ela tira uma pausa do treinamento, ela como menos carboidratos ainda.

O resultado

“A coisa grande que notei foi uma claridade mental inacreditável. Antes eu sonhava acordada ou assistia televisão demais, porque mal consegui me concentrar em um livro, tudo o que eu faço agora o dia todo entre as práticas é leitura e pesquisa”, disse Gleadle, que ganhou ouro nos Jogos Pan de 2015 em Toronto. “Minha pele também ficou infinitamente mais saudável. foi realmente notável, eu estava recebendo toneladas de elogios das pessoas” Você está ótima, o que você fez? ”

Gleadle disse que ela também percebe que suas articulações não doem pela manhã.

Uma rápida pesquisa nos blogs ou no google sobre dieta cetogênia ou low-carb sugere que um movimento da dieta baixa em carboidratos, com alto teor de gordura está crescendo entre o público em geral.

Gleadle consome entre 70 e 130 gramas de carboidratos por dia durante a semana. Já o Dunfee consumiu cerca de 40 gramas por dia como parte do estudo australiano Louise Burke.

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